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Laudo pode determinar autor de morte de idoso

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Após mais de cinco meses de investigação, a Polícia Civil ainda não indiciou ninguém a respeito do caso envolvendo o atropelamento de Rubens Krum, 82 anos. O idoso foi atingido por uma caminhonete, no final de agosto de 2014, e chegou a ser arrastado por cerca de 500 metros, antes que o veículo se evadisse do local. O fato ocorreu no Bairro Nova Rússia, em Ponta Grossa, e foi presenciado por várias pessoas, algumas das quais prestaram depoimento na 13ª Subdivisão Policial (13ª SDP).

De acordo com a delegada Tânia Sviercoski, a Polícia Civil chegou a cumprir mandado de busca na residência do proprietário da caminhonete, Eder de Andrade, à procura de objetos que refutassem ou comprovassem sua versão para os fatos. “A investigação está quase completa, mas eu dependo de um laudo pericial, que ainda está sendo finalizado, para divulgar qualquer informação”, diz a delegada.

De acordo com Andrade, proprietário do veículo, momentos antes do atropelamento ele teria sido abordado por um assaltante em uma preferencial, a poucos quilômetros do ponto onde Krum foi atropelado.

O assaltante teria mandado Andrade passar para o banco do passageiro, e abaixar a cabeça. Em seguida, o assaltante teria assumido o volante, tendo sido responsável pelo atropelamento que vitimou Krum.

Andrade teria sido feito refém durante esse tempo, e foi deixado em uma rua da Vila Palmeirinha, em seguida. Ele entrou em contato com a polícia, e disse não ter percebido o atropelamento, por estar abaixado e em estado de choque durante o suposto assalto.

À época do incidente, uma testemunha ocular do fato não reconheceu Andrade como sendo o motorista visto no local. Ele foi ouvido e liberado pela Polícia Civil. Mas outras testemunhas foram ouvidas, e seus relatos compõem o inquérito em andamento.

Criminalística fará reconstituição

O laudo pericial tem por objetivo verificar a linha cronológica e o trajeto descrito por Andrade, para saber se sua versão corresponde à realidade, a partir de reconstituição. Imagens de câmeras de segurança que mostram a passagem do veículo envolvido no atropelamento devem servir como subsídio para o documento. “Eu pedi que seja cronometrado o deslocamento da caminhonete. Sem isso, o resultado final ficaria muito vago”, explica a delegada Tânia Sviercoski. A expectativa é que o laudo seja concluído pelo Instituto de Criminalística nos próximos dias, já que o pedido foi feito no final do ano passado, e colocado entre as prioridades.

Informações do Jornal da Manhã.

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