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Mensagens no whats mostram ameaça a Nathalia

Dias antes do crime, Mateus Gonçalves teria anunciado tragédia em troca de mensagens.

Delegada Ana Paula conduz investigações de caso Nathalia.
Delegada Ana Paula conduz investigações de caso Nathalia. -

Stiven de Souza

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Em coletiva de imprensa, a delegada Ana Paula Cunha Carvalho apresentou evidências de ameaças feitas por Mateus Gonçalves da Silva, 22 anos, a Nathalia Johanna Deen, também de 22 anos. A jovem foi assassinado com oito facadas na última sexta-feira (6) e Mateus, ex-namorado dela, é apontado como autor do crime. 

Em trocas de mensagens encontradas nos celulares apreendidos, os investigadores encontraram um recado onde o rapaz diz: "É sério só vamo da um jeito de nao se encontrar por ai. To com bastante medo de acabar fazendo c*****"(Sic). Nathalia pergunta o que Mateus quis dizer. O jovem responde: "descontar a raiva to guardando nos outros. Ou pior" (Sic). 

A conversa teria acontecido na última semana, dias antes de Mateus, Nathalia e seu irmão Carlos Deen se cruzarem em um bar próximo ao campus de Uvaranas da Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG). De acordo com a polícia, na noite de quinta-feira (5) os três estavam no mesmo bar, mas cada um com seus amigos.  

Entre meia-noite e uma hora de sexta-feira (6), o acusado fez 36 ligações para a vítima e não foi atendido. Sem retorno, ele mandou mensagens xingando Nathalia. Na sequência, ele ligou para Carlos, que já havia saído do bar, e perguntou se a ex-namorada já estava em casa. O jovem disse que não. 

Mateus decidiu ir até o condomínio e, segundo a delegada Ana Paula, ficou cerca de cinco horas dentro do local antes de cometer o crime. Já no apartamento, por volta das 6 horas, Mateus tentou asfixiar Carlos, o feriu com três golpes de faca e esfaqueou Nathalia até a morte. 

Em entrevista concedida ao Portal aRede, a delegada Ana Paula diz que, além de ameaçar a vítima, o acusado planejou o crime. "Ele (Mateus) teria, inclusive, permanecido, na noite do crime, por cerca de cinco horas dentro do condomínio, onde ele teve um tempo hábil para arquitetar o plano e teve, também, condições para ter desistido (do crime). Mas ele mas não o fez, acabou agredindo as vitimas de uma forma covarde, cruel,onde uma delas (Nathalia) acabou infelizmente vindo a óbito", disse. 

Veja a entrevista completa na página do portal no Facebook.

Na manhã desta quarta-feira (11), Mateus esteve com o advogado Tainan Félix Laskos na 13ª Subdivisão Policial e foi interrogado pela delegada. No interrogatório, ele permaneceu em silêncio. Mas, devido às provas consideradas robustas juntadas na investigação, a Justiça decidiu manter a prisão preventiva do estudante. Ele vai responder pelo processo na Cadeia Pública Hildebrando de Souza, em uma área sem contato com outros presos.
 

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