Barros apresenta alternativa ao Botuquara
Secretário de Meio Ambiente descartou “temporariamente” construção da Usina de Lixo orçada em R$ 250 milhões e apresentou local para substituir o aterro do Botuquara

Secretário de Meio Ambiente descartou “temporariamente” construção da Usina de Lixo orçada em R$ 250 milhões e apresentou local para substituir o aterro do Botuquara
A odisseia do Aterro do Botuquara em Ponta Grossa pode finalmente estar chegando ao fim. O secretário de Meio Ambiente da Prefeitura, Paulo Barros, apresentou nesta quarta-feira (10) em uma reunião do Conselho Municipal de Defesa do Meio Ambiente (Condema) a nova alternativa para a destinação do lixo doméstico da cidade. O encontro foi realizado na sede da Associação Comercial, Industrial e Empresarial de Ponta Grossa (Acipg) e contou com explicações do secretário sobre a situação legal e técnica do Botuquara.
De acordo com Paulo Barros, a proposta da Prefeitura é que o município deixe de depositar o lixo no Botuquara e passe a destinar os resíduos para o Aterro Controlado Boscardin, local que era ocupado por uma pedreira. Na visão do secretário de Meio Ambiente, o local é a melhor saída para fazer com que o município deixe de depositar lixo no Botuquara e cumpra, o mais rápido possível, o termo de ajuste de conduta (TAC) firmado com o Ministério Público (MP) que prevê o fechamento do Aterro até julho de 2017.
Entre as principais vantagens do novo aterro, Barros ponderou que o espaço tem localização privilegiada e está distante dos principais parques de conservação ecológica da cidade – o local fica a 11 quilômetros do Rio Tibagi, por exemplo. “Estamos tentando resolver um problema de meio século e esse foi o melhor local que conseguimos encontrar levando em conta o custo-benefício de todo o processo”, explicou Barros.
Barros descartou “temporariamente” a construção da Usina de Lixo – a proposta chegou a ganhar força durante a gestão de Paulo ‘Cenoura’ no comando do setor de Meio Ambiente. No entanto, Barros afirmou que um investimento orçado em R$ 250 milhões seria inviável para o município no momento, além disso ressaltou que a construção da usina demoraria alguns anos e isso acabaria prolongando a utilização do Botuquara.
A presidente do Condema, Caroline Schoenberger, afirmou que o Conselho ainda não tem um posicionamento oficial sobre o tema e está estudando as propostas antes de emitir uma opinião final sobre o assunto. No entanto, a presidente argumentou que o órgão apoia ações da Prefeitura que tenham como objetivo a “destinação correta do lixo” da cidade. “Por hora, notamos que a localização do novo aterro é adequada, mas ainda existem problemas como o custo e o financiamento”, sinalizou Caroline.
Custo do novo aterro ainda é estudado
Segundo dados da Prefeitura, atualmente o município gasta cerca de R$ 50 por tonelada de lixo destinada ao Botuquara – no entanto, o valor não leva em conta várias obras realizadas no local e o tratamento do chorume, por exemplo. O novo aterro na Pedreira Boscardin teria um custo estimado de R$ 90 a 120 por tonelada, mas, por outro lado, garantiria a destinação adequada dos serviços. De acordo com Barros, a diferença entre os valores pode ser equacionada com a diminuição na inadimplência da Taxa de Lixo da cidade que atualmente é de cerca de 30%.





















