PG quer extinguir aterro do Botuquara até o final de 2017
Proposta será apresentada na próxima semana ao Conselho Municipal de Meio Ambiente (CMMA). Município pretende enviar resíduos para um aterro particular
Proposta será apresentada na próxima semana ao Conselho Municipal de Meio Ambiente (CMMA). Município pretende enviar resíduos para um aterro particular
A odisseia do aterro controlado do Botaquara deve chegar ao fim ainda em 2017. Isso é o que pretende o secretário de Meio Ambiente de Ponta Grossa, Paulo Barros. A proposta será apresentada ao Conselho Municipal de Meio Ambiente (CMMA) em uma reunião pública do grupo com Barros marcada para a próxima quarta-feira (15), às 16h45 na sede da subseção da OAB em Ponta Grossa – o encontro será aberto ao público. Os conselheiros deverão sabatinar o secretário sobre uma série de questões tidas como “essenciais” para a conservação do meio ambiente no município.
De acordo com Barros, a proposta que será apresentada aos conselheiros na próxima quarta-feira (15) daria uma solução imediata para o problema representado pelo Botuquara – atualmente o município cumpre um Termo de Ajuste de Conduta (TAC) firmado com o Ministério Público (MP) e com data de vencimento prevista para julho de 2017 para o fechamento do local. “Talvez tenhamos que pedir uma prorrogação desse prazo”, conta Barros.
Caso a proposta do secretário seja bem vista pelos conselheiros, a destinação dos resíduos para o Botuquara seria interrompida ainda em 2017 – Barros acredita que o local suporta, no máximo, mais dois anos de destinação de resíduos. O secretário preferiu não revelar o local exato do novo aterro que seria utilizado pela Prefeitura e afirmou apenas que o espaço fica em Ponta Grossa, pertence à iniciativa privada e está em fase final de licenciamento junto ao Instituto Ambiental do Paraná (IAP).
Entre as vantagens apontadas por Barros para a proposta está o fato de que o município não teria grandes gastos imediatos como a compra de um terreno ou o licenciamento de uma área, apenas o pagamento pela chamada “alocação do resíduo” no aterro particular. “Nossa expectativa é que cada tonelada de lixo custe entre R$ 100 a R$ 110, com esse valor resolveríamos o problema do Botuquara e acabaríamos com os possíveis danos ao meio ambiente no local”, afirmou Barros. Atualmente Ponta Grossa produz sete mil toneladas por mês de lixo.
Procurada pela reportagem, a presidente do Conselho, a advogada Caroline Schoenberger, contou que a ideia da primeira reunião é justamente que Barros apresente o planejamento para a pasta. No entanto, Caroline garantiu que o secretário de Meio Ambiente será cobrado por respostas importantes para o setor, entre elas soluções para o aterro do Botuquara e um planejamento para melhorar as condições dos arroios do município. “Esses são os temas mais importantes nesse momento para evitar problemas e danos ao meio ambiente”, contou a presidente.
Conselho quer discutir garantias para o setor de meio ambiente
A presidente do Conselho, Caroline Schoenberger, conta que entre as demandas que os conselheiros querem debater com o secretário estão garantias para o setor do meio ambiente em Ponta Grossa. “Estamos com o Plano Diretor em construção e hoje ainda vemos prédios de 50 andares sendo construídos em Ponta Grossa sem nenhuma discussão com a cidade ou contrapartida da iniciativa privada, esse é um debate necessário para um crescimento sustentável”, contou a presidente. Caroline lembrou ainda que o Conselho tem como função colaborar com as discussões promovidas pelo Poder Público para o setor de Meio Ambiente.
Usina de Lixo deve ser repensada
A construção de uma Usina de Lixo em Ponta Grossa deve ser repensada pelos gestores públicos. Incluída na renovação do contrato com a empresa Ponta Grossa Ambiental (PGA), a Usina custaria cerca de R$ 250 milhões para a Prefeitura e mais que dobraria o valor da dívida ativa contraída atualmente pelo município. Para Paulo Barros, talvez esse não seja o melhor caminho. “A Usina tem que ser algo muito bem passado, não podemos endividar o município dessa forma, é preciso um estudo mais aprofundado sobre a viabilidade econômica e mesmo ambiental de um empreendimento como esse”, contou Barros.
O secretário lembrou que a única usina que visitou com um bom custo-benefício foi a de Paris, na França. No entanto, o próprio Barros lembrou que o local tem características geográficas e econômicas muito diferentes de Ponta Grossa. “Lá eles não tem local para alocar o lixo, aqui temos uma opção mais barata e que respeita as determinações da legislação ambiental, sem gerar tanto custo ao Poder Público e sem contaminação do meio ambiente”, considerou Barros.





















