Contrato exige que PGA construa usina e acabe com aterro
Com o contrato do lixo renovado até 2024, a Prefeitura de Ponta Grossa corre contra o tempo para encerrar as atividades do antigo lixão do Botuquara (atualmente denominado como aterro controlado).
Publicado: 02/04/2016, 09:27
Empresa planeja instalação da usina do lixo
e de um incinerador de animais.
Com o contrato do lixo renovado
até 2024, a Prefeitura de Ponta Grossa corre contra o tempo para encerrar as
atividades do antigo lixão do Botuquara (atualmente denominado como aterro
controlado). A empresa responsável pela coleta seletiva, a Ponta Grossa
Ambiental (PGA), tem 60 dias para apresentar o planejamento de investimentos e
da construção da usina de lixo que substituíra o aterro. Além disso, o novo
vínculo também prevê novos serviços que seriam prestados pela PGA.
A principal preocupação é o prazo
final para encerrar definitivamente as atividades no Aterro. De acordo com um
Termo de Ajuste de Conduta (TAC) entre o Ministério Público e a Prefeitura, o
local tem que deixar de ser utilizado até agosto de 2017. O aterro recebeu uma
‘sobre vida’ após a inauguração da quinta e última célula em setembro de 2015 –
a estimativa é que esse espaço seja capaz de receber os resíduos coletados por
dois anos.
O diretor da PGA, Marcus Borsato,
informou que a principal mudança na renovação do contrato diz respeito a
fiscalização do serviço que agora será feita pela Secretaria de Meio Ambiente.
Todos os serviços que a PGA já prestava na cidade foram mantidos e alguns
outros foram solicitados. Entre os novos serviços da PGA estão a construção da
Central de Tratamento de Resíduos e a edificação e operação de um incinerador
de animais.
De acordo com Marcus, esses novos
serviços estão sendo estudados pela PGA e serão apresentados à Prefeitura para
a avaliação dos responsáveis. Além disso, outros estudos que foram concluídos
estão sob análise da Gestão Municipal, entre eles a disponibilização de equipes
de serviço para a limpeza de bocas de lobo e galerias pluviais e o apoio com
equipes para a limpeza de terrenos, arroios e fundos de vale.
Usina está prevista para
2016
O ex-secretário Paulo Cenoura se licenciou da pasta na última semana para
retornar ao Legislativo. Segundo Cenoura, a expectativa é de que a usina de
lixo comece ser construída ainda em 2016 e que o aterro do Botuquara deixe de
ser utilizado assim que o empreendimento seja concluído. “Nosso trabalho em
equipe obedeceu um planejamento rígido que continuará sendo seguido”, explicou
Cenoura. O vereador foi substituído por Patrícia Hilgemberg que será
oficialmente anunciada nos próximos dias.
Prefeitura investirá mais
R$ 800 mil no aterro Botuquara
No próximo dia 12 de abril, a Prefeitura vai licitar mais um investimento no
Botuquara. O valor de aproximadamente R$ 800 mil será destinado a contratação
de uma empresa especializada na impermeabilização da quinta célula do aterro.
Esse investimento é referente a utilização do aterro próximos 15 meses – já que
depois desse período, de acordo com TAC em vigência, o Botuquara deve ser,
definitivamente, aposentado.