Maltaria, Heineken e Ambev investem R$ 4,1 bilhões nos Campos Gerais | aRede
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Maltaria, Heineken e Ambev investem R$ 4,1 bilhões nos Campos Gerais

Com aportes liderados por gigantes do setor de bebidas na região dos Campos Gerais, Valor da Transformação Industrial do Estado chega a R$ 184 bilhões e participação nacional salta para 7,22%

Expansão industrial paranaense é alavancada por aportes bilionários no segmento de bebidas
Expansão industrial paranaense é alavancada por aportes bilionários no segmento de bebidas -

Publicado por Eduarda Gomes

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A região dos Campos Gerais transformou-se no epicentro da expansão manufatureira do Sul do País, impulsionada por aportes que somam R$ 4,1 bilhões realizados pelas gigantes Maltaria Campos Gerais, Heineken e Ambev. Esses investimentos privados de grande porte dão tração ao crescimento sustentado da indústria do Paraná, que vem ampliando de forma consistente sua relevância e participação no cenário nacional nos últimos anos.

Conforme dados da Pesquisa Industrial Anual (PIA), divulgados nesta quarta-feira (24) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e analisados pelo Instituto Paranaense de Desenvolvimento Econômico e Social (Ipardes), o Estado elevou sua participação no Valor da Transformação Industrial (VTI) brasileiro de 6,89%, em 2018, para 7,22% em 2024. O indicador mede a riqueza efetivamente agregada pelo setor manufatureiro e serve como a principal referência para avaliar a importância da indústria de transformação na economia.

Em valores absolutos, o VTI paranaense praticamente dobrou no intervalo de seis anos monitorado, saltando de R$ 91 bilhões, em 2018, para R$ 184 bilhões em 2024. O desempenho econômico reforça a posição do Paraná entre os principais polos industriais do país e reflete a expansão e diversificação da base produtiva estadual, estimulada por novos investimentos privados e pela ampliação da capacidade produtiva em diferentes segmentos.

CAMPOS GERAIS

Nos últimos anos, contando com o apoio direto do Estado, os Campos Gerais receberam uma série de empreendimentos voltados à cadeia de suprimentos e produção de bebidas. Entre eles destaca-se a Maltaria Campos Gerais, inaugurada em Ponta Grossa em 2024 a partir de um investimento de R$ 1,6 bilhão, sendo considerada a maior fábrica de malte de toda a América Latina.

No mesmo município, a multinacional Heineken concluiu no mesmo ano a expansão de sua unidade fabril após um aporte de R$ 1,5 bilhão. Somando-se ao polo regional, a Ambev anunciou um investimento de R$ 1 bilhão em Carambeí, com o objetivo de concentrar no Paraná a produção nacional de garrafas retornáveis sustentáveis. Esses três projetos somados consolidam o montante de R$ 4,1 bilhões na região.

DESTAQUES INDUSTRIAIS

A indústria de transformação responde pela maior parte da atividade industrial brasileira, concentrando a geração de empregos e renda no setor. Dentre os segmentos analisados no Paraná, o maior avanço estrutural foi registrado na fabricação de bebidas. O Estado passou de uma participação de 5,16% no VTI nacional do setor, em 2018, para 11,02% em 2024, mais do que dobrando sua representatividade no período.

Segundo o diretor-presidente do Ipardes, Jorge Callado, o crescimento é ainda mais expressivo porque o Paraná não possui participação relevante na indústria extrativa, como ocorre em estados produtores de petróleo e minério de ferro.

Ele aponta que a evolução está diretamente associada aos investimentos realizados na indústria de transformação, segmento responsável por agregar valor à produção e ampliar a competitividade da economia estadual. “O caso da fabricação de bebidas é emblemático, tendo em vista que os resultados da pesquisa comprovam os retornos gerados pelos investimentos no setor, principalmente na região dos Campos Gerais”, afirma Callado.

CRESCIMENTO E INDICADORES

O dinamismo da base industrial do estado também se refletiu de forma significativa em outras frentes entre 2018 e 2024. A indústria química paranaense avançou de 4,83% para 6,78% de participação no mercado nacional, enquanto a fabricação de artefatos de couro cresceu sua fatia de 2,62% para 3,64%. Outros setores que ganharam espaço no mesmo intervalo foram a indústria farmacêutica, que elevou sua participação de 2,99% para 3,99%, e a indústria têxtil, que avançou de 4,22% para 5,51%.

No aspecto social, este fortalecimento da atividade industrial de transformação contribuiu decisivamente para que o Paraná alcançasse, ao final do quarto trimestre de 2025, a menor taxa de desemprego de sua história, fixada em 3,2%, segundo dados do IBGE. As informações são da Agência Estadual de Notícias.

O fortalecimento da cadeia produtiva também impulsionou o rendimento da população. O total de salários e rendas pagos aos trabalhadores paranaenses cresceu 40,9% em termos reais entre 2018 e o primeiro trimestre de 2026, passando de R$ 18,4 bilhões para R$ 25,9 bilhões mensais, de acordo com a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) Contínua.

Esse ambiente econômico aquecido fez com que a atividade econômica geral acelerasse, levando o Paraná a crescer o dobro da média nacional em abril. O otimismo corporativo é corroborado pelo saldo de novas empresas no Estado, que registrou um crescimento de 19,8% nos cinco primeiros meses de 2026. 

LEIA ABAIXO UM RESUMO DA NOTÍCIA

- Aportes Bilionários: As gigantes Maltaria Campos Gerais, Heineken e Ambev investiram juntas R$ 4,1 bilhões na região dos Campos Gerais, impulsionando o segmento de bebidas, que mais do que dobrou sua participação no mercado nacional (de 5,16% para 11,02%).

- Riqueza Industrial Duplicada: O Valor da Transformação Industrial (VTI) do Paraná saltou de R$ 91 bilhões em 2018 para R$ 184 bilhões em 2024, elevando a participação do estado no PIB manufatureiro do País para 7,22%.

- Reflexos Sociais Históricos: O ciclo de expansão resultou na menor taxa de desemprego da história do estado (3,2% no final de 2025) e em um ganho real de 40,9% na massa salarial total dos trabalhadores entre 2018 e o início de 2026.

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