Bloqueios trazem prejuízos à produção agropecuária

As manifestações realizadas pelos caminhoneiros na região dos Campos Gerais afetaram a produção agropecuária da região. Embora não tenha trazido prejuízos notáveis, como ocorreu em outros municípios do sudeste e do norte do estado, trouxe transtornos para produtores e indústrias. Os bloqueios realizados em três dias (24, 25 e 27) nos Campos Gerais fez com que cargas de alimentos ficassem presas, impedindo que chegassem ao destino final no prazo programado, assim como afetou o escoamento pecuário, de aves e de suínos. Em alguns casos, houve prejuízos.
De acordo com José Roberto Tosato, engenheiro agrônomo do núcleo regional do Departamento de Economia Rural (Deral) em Ponta Grossa, vinculado à Secretaria de Estado de Agricultura e Abastecimento, a logística foi ‘atrapalhada’ na região. “Na semana passada atrapalhou a entrega de leite e produtos para indústria. Isso aconteceu, por exemplo, na Frísia e na Perdigão. Atrapalhou, mas não foi de jogar o leite fora. Atrapalhou a retirada de frangos e suínos, mas passou ao dissolver o movimento”, declara Tosato. Ele lembrou, ainda, que alguns produtores de tomate de Reserva, onde recentemente foi iniciada a colheita da segunda safra, enfrentaram problemas na retirada das cargas.
Uma empresa de Ponta Grossa também enfrentou problemas no Estado. Segundo Tosato, uma empresa de batatas da região também sofreu com os bloqueios. “Houve uma empresa de Ponta Grossa, a Vila Velha, que recebe batatas de Palmas, que perdeu três cargas com caminhões que ficaram em bloqueios em Francisco Beltrão”, informou. A empresa informou um problema com a falta de abastecimento, que ocorreu mais especificamente na unidade de Palmas.
Tosato, no entanto, reitera que não houve a falta de insumos para o campo e nem de ração para animais, bem como não houve a falta de diesel para as colheitadeiras que trabalham no campo.
‘Lei dos Caminhoneiros’ é sancionada sem vetos
Após quase duas semanas do início das manifestações dos caminhoneiros, os bloqueios e paralisações cessaram. Ontem, no final da tarde, a presidente Dilma Rousseff sancionou, sem vetos, a nova Lei dos Caminhoneiros, cujo principal ponto será a isenção de pagamento de pedágio para cada eixo suspenso de caminhões vazios. Até o fechamento desta edição, segundo as polícias rodoviárias estadual e federal, as manifestações todas foram encerradas até o final da tarde. “Chegamos a seis pontos de interdição, mas, no final do dia, todos foram desfeitos. Se percebeu um enfraquecimento muito grande, até aguardando a confirmação do acordo com o governo”, informou o inspetor regional da PRF, Haroldo Racuh. Três prisões ocorreram na região, sendo duas no sábado em Imbituva e uma ontem em Guarapuava, de um caminhoneiro que estava jogando pedras em caminhões que não aderiam às manifestações.
Informações do Jornal da Manhã.





















