Câmara de Ipiranga instaura CPP contra Roger Selski

A Câmara de Ipiranga, na região dos Campos Gerais, acatou, na sessão dessa segunda-feira (13), a abertura de uma Comissão Parlamentar Processante (CPP) contra o prefeito Roger Selski (PR). O chefe do Executivo também é alvo de um inquérito do Ministério Público, por atos de improbidade administrativa, devido a viagens internacionais aparentemente desprovidas de interesse público.
Os membros da comissão já estão definidos. Inri Makerli Carneiro (PV), será o presidente; Miguel Angelo Blum (DEM) fica como relator; e Luiz Fernando Betinardi (PDT), escolhido como membro. A análise das denúncias contra o prefeito deve começar nesta semana. A previsão de apresentação de um parecer é de 60 a 90 dias. As informações são do vereador Maicon Dalazoana (PSC).
Protesto
Moradores de Ipiranga lotaram a Câmara de Vereadores, ontem, em protesto contra o prefeito Roger Selski (PR), alvo de duas ações movidas pelo Ministério Público do Estado do Paraná (MP). Organizados através das redes sociais, os populares cobram que o parlamento adote medidas contra Selski.
Somente nas últimas semanas, dois processos foram protocolados pela Promotoria de Justiça do município, que identificou atos de improbidade administrativa na ampliação dos cargos comissionados da Prefeitura e, também, nos gastos com diárias do prefeito e seus secretários.Viagens internacionais são alvo de investigação na Justiça.
O protesto na Câmara buscou pressionar os vereadores a aprovarem a representação, protocolada na última quinta-feira, contra Roger. A denúncia é o primeiro passo para a abertura da Comissão Parlamentar Processante (CPP) que pode resultar na cassação do prefeito. Articulado pelo vereador Maicon Vinicius Dalazoana (PSC), o pedido de CPP entrou em pauta na sessão desta segunda-feira.
Para Vinicius, os apontamentos do MP são graves e precisam ser apuradas pelo Legislativo. “Esta Casa não pode se omitir de apurar e corrigir eventuais ilegalidades na Administração Municipal”, disse. Vinicius foi um dos poucos vereadores que votou contra a criação irregular de novos cargos comissionados no município, aprovada por seis votos.
De acordo com a investigação do MP, além dos cargos serem incompatíveis com a situação financeira da Prefeitura, eles determinam a nomeação de indicações políticas em funções que, segundo a Constituição Federal, devem ser exercidas através de concurso público. Os cargos foram criados em abril. Até o fechamento desta edição, os vereadores ainda não haviam decidido se dariam continuidade ao processo.





















