Exportações do agro somam R$ 41,8 bilhões em junho
Setor respondeu por 22,4% dos embarques totais do país no mês, registrando um crescimento financeiro de 18% em comparação com o mesmo período de 2025

Os embarques de produtos do agronegócio brasileiro atingiram a marca de US$ 8,1 bilhões (R$ 41,8 bilhões) em junho deste ano. O montante representa um avanço de 18% em relação ao mesmo período de 2025, de acordo com as estatísticas oficiais da balança comercial divulgadas nesta sexta-feira (3) pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic).
Ao longo do mês, o setor agropecuário respondeu por 22,4% de todas as vendas externas realizadas pelo Brasil. Esse desempenho positivo foi sustentado por incrementos simultâneos nas duas pontas do comércio exterior. Houve uma expansão de 13,2% no volume físico de mercadorias despachadas e uma valorização média de 4,1% nos preços dos produtos.
Conforme informações da CNN Brasil, o resultado mensal foi liderado pelo complexo soja. A exportação da oleaginosa faturou US$ 6,25 bilhões (R$ 31,3 bilhões) em junho, uma alta de 17,3% sobre junho do ano passado, isolando o grão como responsável por 17,6% da pauta exportadora global do país no mês.
O segmento de carnes também demonstrou forte tração internacional no período. As vendas externas do produto deram um salto financeiro de 39,2%, subindo de US$ 1,13 bilhão (R$ 5,8 bilhões) para US$ 1,82 bilhão (R$ 9,4 bilhões) na comparação anual, acompanhadas por um acréscimo de 16% no volume físico embarcado.
O relatório oficial do Mdic listou outros produtos que obtiveram variações percentuais de crescimento em faturamento na comparação com junho de 2025:
- Animais vivos (exceto pescados/crustáceos): +208,3%;
- Mel natural: +74,7%;
- Algodão em bruto: +64,1%;
- Frutas e nozes frescas ou secas: +13,7%.
No âmbito da indústria de transformação associada ao campo, os destaques ficaram por conta das carnes de aves frescas, refrigeradas ou congeladas, que registraram expansão de 62,4%. Os farelos de soja, farinhas de carne e outros alimentos processados para nutrição animal também cresceram 46,5%.
PRIMEIRO SEMESTRE
No acumulado dos primeiros seis meses de 2026, as exportações totais do agronegócio somaram US$ 42,7 bilhões (R$ 220,8 bilhões), superando os US$ 39,1 bilhões (R$ 202,1 bilhões) acumulados na primeira metade de 2025, um crescimento real de 9,2%. No semestre, a participação do agro na receita de exportações do Brasil fixou-se em 23,1%.
A soja em grão manteve-se na liderança isolada do ano, arrecadando US$ 29,1 bilhões / R$ 150,4 bilhões (alta de 14,9% em valor), o equivalente a 16,2% do total exportado pelo país no semestre. Em contrapartida, o setor de café não torrado enfrentou retração no período, registrando queda de 17,2% no faturamento (US$ 5,95 bilhões / R$ 30,7 bilhões), pressionado por uma redução de 16,5% no volume enviado ao exterior e recuo de 0,8% nos preços médios.
LEIA ABAIXO UM RESUMO DA NOTÍCIA
- Faturamento em alta: O agronegócio brasileiro gerou US$ 8,1 bilhões com exportações em junho, um crescimento de 18% impulsionado pela alta nos volumes (13,2%) e nos preços (4,1%).
- Protagonismo de soja e carnes: A soja liderou a receita mensal com US$ 6,25 bilhões, enquanto o setor de carnes registrou um expressivo salto financeiro de 39,2%, faturando US$ 1,82 bilhão.
- Balanço do semestre: O setor acumulou US$ 42,7 bilhões nos primeiros seis meses do ano (alta de 9,2%), com forte desempenho da soja, contrastando com a retração de 17,2% nas receitas do café não torrado.





















