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Estudos sobre solo e manejo da UEPG impulsionam a produção no agronegócio

Professores, pesquisadores e alunos da UEPG desenvolvem pesquisas sobre bioinsumos, técnicas de manejo e solo

Na Fazenda Escola Capão da Onça (Fescon), da Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG), estudos e pesquisas desenvolvidas por professores, pesquisadores e alunos são aplicados em prática
Na Fazenda Escola Capão da Onça (Fescon), da Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG), estudos e pesquisas desenvolvidas por professores, pesquisadores e alunos são aplicados em prática -

Fernando Rogala

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É do solo que as plantas extraem a maior quantidade de nutrientes para elas crescerem, absorverem a energia da luz para se desenvolverem e darem frutos. Desse modo, em um solo bem tratado com manejos sustentáveis e planejados, os cultivares alcançam maior rendimento, ampliando a produção de alimentos.

Na Fazenda Escola Capão da Onça (Fescon), da Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG), esse manejo é levado a sério. Estudos e pesquisas desenvolvidas por professores, pesquisadores e alunos são aplicados, na forma prática, tudo o que é desenvolvido na teoria. Os resultados são incremento na sustentabilidade ambiental e aumento da produtividade de maneira geral.

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Entre essas boas práticas aplicadas para o manejo e conservação do solo está a agricultura regenerativa, com a substituição de defensivos tradicionais por biodefensivos, trazendo menor impacto ambiental. “Temos atuado no desenvolvimento de fertilizantes inovadores para a agricultura regenerativa, além de empregar as boas práticas para o uso eficiente de fertilizantes, que são extremamente importantes para a sustentabilidade do agronegócio”, resume o professor Adriel Ferreira da Fonseca, que também é coordenador geral do Complexo de Laboratórios Multiusuários.

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Outra pesquisa desenvolvida é a da Integração Lavoura-Pecuária-Floresta, em parceria com o IDR. “As pesquisas indicaram que essas são técnicas sustentáveis do ponto de vista ambiental e do ponto de vista econômico, reduzindo a probabilidade de o agricultor quebrar, porque ele vai ter uma diversidade maior de culturas, de fontes de renda”, acrescenta Adriel.

O solo da região dos Campos Gerais é raso e muito sujeito à erosão. Por isso, além do plantio direto, outras técnicas foram desenvolvidas para minimizar esse problema. Em uma área experimental, com solo descoberto, há estudos sobre os efeitos da grande intensidade de chuvas e de que forma os diferentes manejos de solo se comportam frente a esses eventos extremos.

Outro estudo desenvolvido é a técnica do terraceamento, que consiste em uma intervenção mecânica em áreas com declive, com a construção de uma espécie de lombada e um canal para o escoamento da água da chuva. Embora haja uma redução na área plantada, o aumento da umidade do solo na área abaixo do terraço faz a produtividade crescer, compensando a redução do plantio. “Houve um aumento de rendimento da área cultivada, além de ter todos os benefícios ao ecossistema produtivo”, reforça o professor Eduardo Agnellos Barbosa, doutor em Engenharia Agrícola na área de água e solo.

Todos esses estudos trazem ganhos ao meio ambiente e maior rendimento ao produtor, como explica o pesquisador Heverton Fernando de Melo, Doutor em Ciência do Solo e Recursos Ambientais. “Introduzimos diferentes práticas de conservação do solo e da água, que são complementares ao plantio direto, tendo efeito na redução do processo erosivo, minimizando a perda de solo, água e nutrientes”.

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Anuário 'Caminhos do Paraná'

Este conteúdo integra a 17ª edição do anuário do Grupo aRede, intitulado "Caminhos do Paraná", cujo tema central é "A Força do Agro". A publicação mudou o nome de "Caminhos dos Campos Gerais" para "Caminhos do Paraná", expandindo o foco para todo o estado. Com mais de 200 páginas, esta é a maior edição da história do projeto editorial. O livro detalha a força do agronegócio paranaense, abordando tecnologia, sustentabilidade e cooperativismo diante de centenas de lideranças regionais.

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