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Aporte de R$ 51 milhões impulsiona pesquisa em genômica no agro do Paraná

Parceria entre Fundação Araucária, Seti e universidades cria rede colaborativa focada em inovação, sustentabilidade e competitividade para a soja, o feijão e a saúde dos solos paranaenses

Cientistas e pesquisadores paranaenses unem esforços em rede colaborativa para mapear dados genômicos e microbiológicos, unindo ciência de ponta às demandas do setor produtivo rural
Cientistas e pesquisadores paranaenses unem esforços em rede colaborativa para mapear dados genômicos e microbiológicos, unindo ciência de ponta às demandas do setor produtivo rural -

Publicado por Eduarda Gomes

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Em um movimento estratégico para consolidar o Paraná como polo de inovação científica voltada ao campo, a Fundação Araucária lançou, nesta quinta-feira (02), um investimento superior a R$ 51 milhões. O aporte financeiro viabiliza a criação de três novos Novos Arranjos de Pesquisa e Inovação (NAPIs), denominados Agrogenômica Feijão, Agrogenômica Soja e Microbioma de Solos, além da implementação da Rede Multiusuária de Equipamentos em Agrogenômica.

A iniciativa é fruto de uma parceria direta com a Secretaria da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (Seti) e articula uma ampla rede de colaboração científica. O ecossistema integra universidades, centros de pesquisa e parceiros do setor produtivo com o objetivo de desenvolver soluções inovadoras que elevem a produtividade, a sustentabilidade e a competitividade do agronegócio no estado.

Os recursos serão integralmente destinados ao desenvolvimento de novas tecnologias, à geração de conhecimento científico e à formação de recursos humanos altamente qualificados para atender às demandas urgentes do setor agropecuário. As informações foram divulgadas pela Agência Estadual de Notícias.

ARTICULAÇÃO E POLÍTICAS PÚBLICAS

O presidente da Fundação Araucária, Ramiro Wahrhaftig, destaca o papel dos NAPIs como ferramentas de conexão entre a produção científica e o desenvolvimento socioeconômico. “A iniciativa fortalece a integração entre universidades, institutos de pesquisa, governo e setor produtivo, criando condições para que o Paraná continue avançando na geração de soluções inovadoras com impacto direto na economia e na sociedade”, pontua.

Essa visão foi endossada por Evaldo Ferreira Vilela, top manager da Fundação Araucária e responsável pela articulação dos NAPIs Agrogenômica. Ele afirma que o arranjo une competências institucionais distintas para acelerar respostas aos desafios agrícolas. Do mesmo modo, o coordenador de Ciência e Tecnologia da Seti, Ivan Carlos Vicentim, enfatiza a sintonia entre os órgãos estaduais e as universidades para "transformar investimento em conhecimento, inovação e desenvolvimento para o Paraná".

Luiz Márcio Spinosa, diretor de Ciência, Tecnologia e Inovação da Fundação Araucária, aponta o modelo como um dos pilares estratégicos do Sistema Estadual de CTI. “Os NAPIs representam um modelo inovador de cooperação, capaz de conectar pesquisadores, instituições e infraestrutura de pesquisa em torno de desafios estratégicos para o Paraná. Essa integração amplia nossa capacidade de gerar conhecimento, desenvolver soluções tecnológicas e transformar ciência em benefícios concretos para a sociedade”, afirma.

INVESTIMENTOS E FRENTES DE PESQUISA

O montante de R$ 51 milhões foi distribuído estrategicamente entre quatro frentes principais:

- NAPI Agrogenômica Feijão (R$ 5,5 milhões): Liderado pela professora Maria Celeste Gonçalves Vidigal, da Universidade Estadual de Maringá (UEM), o projeto aplica tecnologias genômicas para acelerar a obtenção de cultivares mais produtivas e resistentes. "O projeto permitirá selecionar com maior precisão plantas com características agronômicas superiores", explicou a pesquisadora.

- NAPI Agrogenômica Soja (R$ 12 milhões): Coordenado pelo professor Glauco Vieira Miranda, da Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR), o arranjo cruza inteligência artificial com dados genômicos, ambientais e de manejo. O foco é reduzir o tempo de desenvolvimento de novas variedades de soja adaptadas às mudanças climáticas.

- NAPI Agrogenômica – Microbioma de Solos (R$ 17 milhões): Sob a apresentação da professora Glacy Jaqueline da Silva, da Universidade Paranaense (Unipar), a iniciativa fará um mapeamento detalhado das comunidades microbianas nos solos do estado, figurando como uma das maiores pesquisas do gênero no Brasil para entender a relação entre a biodiversidade invisível e a saúde dos ecossistemas.

- Rede Multiusuária de Equipamentos em Agrogenômica (R$ 16,5 milhões): Servirá como a espinha dorsal de infraestrutura para todos os projetos. Coordenada pela professora Taciane Finatto, também da UTFPR, a rede integra laboratórios, equipamentos avançados e servidores para o processamento e armazenamento seguro de grandes volumes de dados (big data).

LEIA ABAIXO UM RESUMO DA NOTÍCIA

- Aporte de R$ 51 milhões: Investimento realizado pela Fundação Araucária e Seti para criar três NAPIs e uma rede de infraestrutura compartilhada voltada ao agronegócio paranaense.

- Frentes de atuação: Os projetos dividem-se em pesquisa genética para acelerar cultivares eficientes de feijão e soja (com uso de IA), além do mapeamento em larga escala do microbioma dos solos do Paraná.

- Integração e infraestrutura: A iniciativa une governo, universidades (como UEM, UTFPR e Unipar) e setor produtivo, amparados por uma rede física e digital de R$ 16,5 milhões para análise de grandes volumes de dados.

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