Paraná amplia potencial de consumo com avanço acelerado do agronegócio | aRede
PUBLICIDADE

Paraná amplia potencial de consumo com avanço acelerado do agronegócio

Setor do agronegócio cresceu 2,8 vezes acima da média nacional e abriu 2,3 mil novas empresas entre 2025 e 2026

O economista Marcos Pazzini, sócio-responsável pelo IPC Maps
O economista Marcos Pazzini, sócio-responsável pelo IPC Maps -

Lilian Magalhães

@Siga-me
Google Notícias facebook twitter twitter telegram whatsapp email

O agronegócio se consolida como um dos principais motores da economia paranaense. Muito além da produção dentro das propriedades rurais, o setor influencia diretamente a indústria, o comércio, os serviços e o potencial de consumo da população.

Em um Estado que se destaca nacionalmente pela força do cooperativismo, da agroindústria e da produtividade no campo, o crescimento do agribusiness — termo em inglês para agronegócio utilizado nos dados do IPC Maps 2026 — também se reflete na abertura de empresas, geração de empregos e movimentação financeira em praticamente todas as regiões do Paraná.

Os números do IPC Maps 2026 ajudam a dimensionar este cenário. O potencial de consumo do Paraná ultrapassa R$ 573 bilhões, colocando o Estado entre os maiores mercados consumidores do país. Parte significativa dessa movimentação está diretamente ligada às cadeias produtivas do agronegócio.

Somente o segmento de alimentação movimenta mais de R$ 65 bilhões anuais no Paraná. Outros setores conectados ao agro também apresentam forte participação econômica, como vestuário, que ultrapassa R$ 13 bilhões; bebidas, com mais de R$ 6 bilhões; transporte, que soma R$ 3,5 bilhões; além do setor de fumo, que movimenta cerca de R$ 2,2 bilhões.

Avaliação do consumo

Para o economista Marcos Pazzini, sócio-responsável pelo IPC Maps, uma das principais referências nacionais em pesquisas de potencial de consumo dos municípios brasileiros, o avanço do agribusiness paranaense explica boa parte desse desempenho econômico.

Segundo Pazzini, o Paraná vive um crescimento empresarial no setor muito acima da média nacional. Entre 2025 e 2026, o número de empresas ligadas ao agribusiness no estado aumentou 13,4%, enquanto o crescimento brasileiro no mesmo período ficou em 4,7%.

Os dados revelam que o Paraná passou de 17.193 empresas ligadas ao agronegócio em 2025 para 19.496 em 2026. Na prática, foram 2.303 novos empreendimentos em apenas um ano.

Imagem ilustrativa da imagem Paraná amplia potencial de consumo com avanço acelerado do agronegócio

Tendências no agronegócio

O avanço mais expressivo ocorreu entre os microempreendedores individuais (MEIs), com crescimento de 17,3%, saltando de 7.319 para 8.586 empresas. As empresas de pequeno porte (EPPs) também registraram forte expansão, com alta de 14,3%. Já as microempresas (MEs) cresceram 10%.

Na avaliação de Pazzini, o próprio perfil econômico do Paraná ajuda a explicar o ritmo acelerado dessa expansão. “O Paraná, assim como a região Sul, possui uma vocação muito forte voltada ao agribusiness, o que faz o crescimento do setor acontecer de forma mais acelerada”, destaca.

Ao ampliar número de empresas, o agronegócio exerce um impacto positivo na economia estadual. O crescimento do setor gera empregos, renda e aumenta diretamente o consumo das famílias nos municípios. “Quanto maior a quantidade de empresas, maior é a geração de empregos e a tendência é de elevação do potencial de consumo”, explica o economista.

Impacto na economia paranaense

O crescimento do agro movimenta toda uma cadeia econômica envolvendo fornecedores de insumos, transportadoras, cooperativas, oficinas, revendas, supermercados, agroindústrias, restaurantes, prestadores de serviço e empresas de tecnologia.

Nos Campos Gerais e na região Centro-Sul do Paraná, essa realidade aparece de forma ainda mais intensa. As duas regiões concentram algumas das cadeias produtivas mais fortes do Estado e se consolidaram como polos estratégicos do agronegócio brasileiro.

O governador Ratinho Junior (PSD) já classificou o agronegócio como um dos pilares da economia paranaense, destacando os Campos Gerais e Centro-Sul por seu alto desempenho no setor.

O crescimento empresarial também aparece de forma expressiva nas regiões. Nos municípios da região dos Campos Gerais, o número de empresas ligadas ao agribusiness passou de 2.164 para 2.393 entre 2025 e 2026, crescimento de 10,6%. Já no Centro-Sul do Paraná, o avanço foi ainda maior: 14,3%, saltando de 944 para 1.079 empresas ligadas ao agronegócio.

O Shopping Palladium de Ponta Grossa com alto movimento de pessoas.
O Shopping Palladium de Ponta Grossa com alto movimento de pessoas. |  Foto: Nadja Marques/Shopping Palladium.

Novos empreendimentos

Os dados da IPC Maps 2026 mostram ainda que os microempreendedores individuais lideram a expansão regional com a abertura de novas empresas. Nos municípios do Centro-Sul, os MEIs cresceram 18,4%. Nos Campos Gerais, o avanço foi de 13,3%.

Para Marcos Pazzini, o cenário confirma que o agronegócio continuará sendo um dos principais vetores econômicos do Paraná nos próximos anos. Com isso, o setor gera renda, fortalece municípios, amplia o consumo e cria um ambiente favorável para novos investimentos.

Em um Estado cada vez mais conectado à agroindustrialização, tecnologia e exportação, o agronegócio segue como um setor fundamental no desenvolvimento econômico do Paraná e municípios das regiões dos Campos Gerais e Centro-Sul, sustentando empregos, movimentando bilhões e ampliando a competitividade paranaense no cenário nacional e internacional.

Desenvolvimento em Ponta Grossa

Em Ponta Grossa, os dados também reforçam a força crescente do agribusiness dentro da economia local. O município passou de 409 empresas ligadas ao setor em 2025 para 454 em 2026, crescimento de 11% em apenas um ano. O avanço acompanha o fortalecimento regional dos Campos Gerais como um dos principais polos agroindustriais do Paraná.

Assim como ocorre no restante do estado, os microempreendedores individuais lideram esse crescimento em Ponta Grossa. O número de MEIs ligados ao agribusiness saltou de 188 para 225 empresas, avanço de 13,1%. As microempresas cresceram 10,4%, enquanto as empresas de pequeno porte registraram alta de 10%.

O cenário mostra que o agro ponta-grossense impulsiona uma ampla rede de serviços, logística, comércio, transporte e pequenas empresas ligadas diretamente à cadeia produtiva do campo. Diante disso, Ponta Grossa reafirma seu posicionamento como uma cidade atrativa para negócios ligados ao agro e que incentiva a produção rural em iniciativas públicas e privadas.

Anuário 'Caminhos do Paraná'

Este conteúdo integra a 17ª edição do anuário do Grupo aRede, intitulado "Caminhos do Paraná", cujo tema central é "A Força do Agro". A publicação mudou o nome de "Caminhos dos Campos Gerais" para "Caminhos do Paraná", expandindo o foco para todo o estado. Com mais de 200 páginas, esta é a maior edição da história do projeto editorial. O livro detalha a força do agronegócio paranaense, abordando tecnologia, sustentabilidade e cooperativismo diante de centenas de lideranças regionais.

PUBLICIDADE

Conteúdo de marca

Quero divulgar right