Produção de sorgo no Brasil deve saltar 22% na safra 2025/2026
Com projeção de 7,47 milhões de toneladas, grão ganha espaço pelo uso em etanol e resiliência climática; Brasil quer liderança mundial até 2030

A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) projeta um salto significativo na produção de sorgo na safra 2025/26. De acordo com as estimativas, a cultura deve apresentar um aumento de 22%, atingindo 7,47 milhões de toneladas em uma área de 2,02 milhões de hectares. O desempenho coloca o sorgo com o terceiro maior crescimento entre os grãos no país, consolidando sua posição como alternativa estratégica ao milho.
Segundo a Abramilho, o avanço reflete a escolha de produtores por culturas mais resilientes em períodos de risco climático, como o segundo ciclo da safra. Por ser tolerante à seca e possuir menor custo de implantação, o sorgo tem ocupado espaços antes destinados ao milho e avançado sobre áreas de pastagens degradadas.
DIVERSIFICAÇÃO E BIOCOMBUSTÍVEIS
Além da tradicional ração animal, o sorgo ganha força na produção de etanol e DDG (Grãos Secos de Destilaria). Indústrias já adaptam plantas de processamento para o cereal, que entrega rendimento similar ao do milho. As informações foram divulgadas pela CNN Brasil.
Um diferencial competitivo do DDG de sorgo é a ausência de biotecnologia e de microtoxinas como a aflatoxina, o que facilita o acesso a mercados exigentes, como a União Europeia, e setores de suinocultura e avicultura. "Hoje, o sorgo é o novo grão de ouro", destaca William Sawa, CEO da Latina Seeds.
PROTAGONISMO INTERNACIONAL
O Brasil ocupa atualmente o posto de terceiro maior produtor global, atrás de Nigéria e Estados Unidos. A meta do setor é assumir a liderança mundial até 2030, focando no aumento da produtividade média para 6 toneladas por hectare, o que elevaria a produção para além de 12 milhões de toneladas sem necessidade de abrir novas áreas.
No mercado externo, a China permanece como o principal alvo. Após a aprovação da primeira carga teste de sorgo brasileiro em fevereiro de 2026, o país asiático sinaliza forte interesse em diversificar seus fornecedores. Além da alimentação animal, os chineses utilizam o grão para a fabricação do Baijiu, uma bebida alcoólica tradicional.
LEIA ABAIXO UM RESUMO DA NOTÍCIA
- Crescimento em Volume: Alta de 22% na produção, impulsionada pela rusticidade do grão frente a crises climáticas que afetam o milho.
- Novos Usos: O cereal consolida-se na indústria de etanol e gera subprodutos (DDG) de alta qualidade para exportação e pecuária.
- Liderança Global: Com abertura do mercado chinês e ganhos de tecnologia, o Brasil planeja se tornar o maior produtor mundial do grão até 2030.





















