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Maçã fica mais barata em todas as Ceasas do país, segundo a Conab

Queda de quase 9% no atacado é impulsionada pelo avanço da colheita; cebola e cenoura, por outro lado, registram altas expressivas devido à menor oferta

Aumento da oferta das variedades Gala e Fuji nas Ceasas garante redução de preços ao consumidor final em todo o território nacional
Aumento da oferta das variedades Gala e Fuji nas Ceasas garante redução de preços ao consumidor final em todo o território nacional -

Publicado por Eduarda Gomes

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O preço da maçã registrou uma queda de 8,89% na média ponderada no último mês, atingindo todas as principais Centrais de Abastecimento (Ceasas) do Brasil. Os dados constam no 4º Boletim do Programa Brasileiro de Modernização do Mercado Hortigranjeiro (Prohort), divulgado nesta sexta-feira (24) pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). O recuo nos preços é explicado pela intensificação da colheita das variedades Gala e Fuji, que aumentou a disponibilidade da fruta no mercado.

Além da maçã, a laranja e o mamão também ficaram mais baratos, com reduções de 2% e quedas variadas, respectivamente. No caso do mamão, a maior oferta da variedade papaya, vinda do Espírito Santo e da Bahia, favoreceu o consumidor. Em contrapartida, a banana e a melancia seguiram o caminho oposto, com altas superiores a 10% na média ponderada devido a quebras de produção em regiões estratégicas e boa demanda local.

No setor de hortaliças, o cenário é de pressão inflacionária. A cebola e a cenoura foram os grandes destaques negativos para o bolso do consumidor, com altas de 52,16% e 59,15%, respectivamente. O encerramento da safra catarinense de cebola e a redução na oferta de cenoura, somados ao aumento nos custos de transporte por conta dos combustíveis, justificam os reajustes. O tomate também subiu expressivamente (38,83%), reflexo do esgotamento de áreas de colheita que tiveram a maturação acelerada pelo calor no fim de 2025.

No mercado externo, o agronegócio de frutas mantém ritmo forte. No primeiro trimestre de 2026, o Brasil exportou 337 mil toneladas, um crescimento de 12% em volume comparado ao ano anterior, gerando um faturamento de US$ 378,5 milhões.

LEIA ABAIXO UM RESUMO DA NOTÍCIA

- Frutas em Queda: A maçã lidera as reduções no atacado (-8,89%), acompanhada pela laranja e pelo mamão, graças às condições climáticas favoráveis e ao pico de colheita.

- Vilões da Feira: Cenoura e cebola registraram altas superiores a 50%, pressionadas pelo fim de safras regionais e pelo encarecimento do frete logístico.

- Exportações Aquecidas: O volume de frutas enviado ao exterior subiu 12% no primeiro trimestre, com faturamento 18% maior que no mesmo período de 2025.

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