Plano Safra 2026/27 terá R$ 570 bilhões e juros menores
Mapa projeta aumento de 10% nos recursos e redução de 2% nas taxas para a agricultura empresarial

O Plano Safra para o ciclo 2026/27 projeta disponibilizar recursos que variam entre R$ 568 bilhões e R$ 570 bilhões. A estimativa aponta para um crescimento de 10% nos aportes em comparação ao período anterior. A informação foi dada pelo secretário executivo do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), Cleber Soares, durante sua participação no evento Veja Fórum Agro, realizado na manhã desta terça-feira (16) em São Paulo.
No que diz respeito ao custo do crédito, o Mapa atua nas negociações junto ao Ministério da Fazenda para alcançar uma redução de 2% nas taxas de juros em relação ao ano passado. Com essa alteração, a expectativa é que os juros cobrados da agricultura empresarial fiquem estabelecidos na faixa entre 6% e 11% ao ano.
IMPACTO GEOPOLÍTICO E CUSTOS DE PRODUÇÃO
O fórum também reuniu outras lideranças do setor, incluindo o ministro da Agricultura, André de Paula. Conforme informações publicadas pela CNN Brasil, o ministro celebrou o recente acordo de paz firmado entre os Estados Unidos e o Irã, que visa encerrar o conflito no Oriente Médio. De acordo com o ministro, a assinatura oficial do tratado, prevista para a próxima sexta-feira, mitigará os efeitos negativos da guerra sobre insumos vitais para o agronegócio.
A pacificação internacional deve refletir diretamente na contenção dos preços dos fertilizantes e do óleo diesel dentro do mercado brasileiro, com expectativa de queda iminente no valor do diesel. Paralelamente, o ministro destacou o avanço da autossuficiência nacional através da expansão da produção interna de fertilizantes. A inauguração de quatro novas plantas industriais para a fabricação de ureia ainda este ano projeta suprir 35% de toda a demanda interna do país.
Outro tema de destaque no evento foi a suspensão temporária do Brasil da lista de exportadores para a União Europeia. O secretário executivo Cleber Soares demonstrou otimismo e afirmou que o ministério trabalha para solucionar o impasse até 3 de setembro, prazo limite estipulado pelas autoridades europeias.
Uma das principais exigências em debate é o banimento do uso de antimicrobianos na produção animal. Soares explicou que o setor de avicultura possui tempo hábil para a rápida implementação da medida devido ao ciclo mais curto de criação dos frangos. Por outro lado, no caso da pecuária de corte, o governo brasileiro tentará negociar com a União Europeia a concessão de um prazo de transição mais estendido.
Por fim, André de Paula enfatizou o papel da diplomacia econômica brasileira no fortalecimento e na abertura de novos mercados compradores. Como exemplo prático dessa estratégia, o ministro mencionou uma recente comitiva oficial à Ásia e à Europa. As tratativas resultaram no reconhecimento recíproco do Brasil como zona livre de febre aftosa sem vacinação por parte dos governos da China e, apenas uma semana depois, da Rússia, o que consolida o status sanitário e comercial da carne brasileira no exterior.
LEIA ABAIXO UM RESUMO DA NOTÍCIA
- Orçamento e juros: O Plano Safra 2026/27 prevê verba de até R$ 570 bilhões, com alta de 10% nos recursos e queda de 2% nos juros empresariais (faixa de 6% a 11%).
- Combustíveis e insumos: O acordo de paz entre EUA e Irã deve reduzir o preço do diesel e de fertilizantes no Brasil, mercado que receberá quatro novas fábricas de ureia para suprir 35% da demanda.
- Diplomacia e sanções: O governo busca reverter a suspensão de exportações para a União Europeia até 3 de setembro e celebra o reconhecimento de Rússia e China para o Brasil como zona livre de aftosa sem vacinação.





















