Café arábica cai mais de 3% em Nova York com expectativa de safra recorde no Brasil
Contratos futuros recuam para o menor patamar em duas semanas; mercado projeta colheita brasileira de até 75,9 milhões de sacas para o ciclo 2026/27

Os preços do café arábica fecharam em forte queda nesta segunda-feira (30) na Bolsa de Nova York (ICE). O contrato para maio recuou 3,03%, encerrando o dia a US$ 2,925 por libra-peso. O movimento reflete o otimismo do mercado com a oferta global, impulsionado pelas projeções de uma safra histórica no Brasil, o maior produtor do mundo, cuja colheita deve ser intensificada nas próximas semanas.
Consultorias elevaram significativamente suas estimativas para a produção brasileira. O Grupo Marex projeta uma safra recorde de 75,9 milhões de sacas em 2026/27, um salto de 15,5% na comparação anual. No mesmo sentido, a StoneX revisou seus números para 75,3 milhões de sacas, reforçando a perspectiva de maior disponibilidade do produto no mercado físico em curto prazo. Os dados foram divulgados pela CNN Brasil.
AÇÚCAR E CACAU EM QUEDA; ALGODÃO E SUCO SOBEM
O dia também foi de desvalorização para outras commodities. O açúcar recuou 1,33% (US$ 15,55/lb), pressionado pela alta do dólar e pelo avanço da produção no Centro-Sul brasileiro, que já soma 40,25 milhões de toneladas nesta safra. O cacau teve leve queda de 0,32%, refletindo as boas condições climáticas na Costa do Marfim, que favorecem uma colheita robusta na África Ocidental.
Em contrapartida, o algodão subiu 1,05% (US$ 70,19/lb), impulsionado pela valorização do petróleo e pela previsão de menor área plantada nos Estados Unidos. O suco de laranja também registrou alta expressiva de 2,01%, fechando cotado a US$ 1.801,00 por tonelada.
LEIA ABAIXO UM RESUMO DA NOTÍCIA
- Café: Queda acentuada devido à previsão de safra recorde no Brasil, que pode chegar a quase 76 milhões de sacas.
- Açúcar: Pressionado pelo dólar forte e pela produção brasileira 0,7% superior ao ciclo anterior.
- Cacau: Estabilidade com viés de baixa devido ao aumento dos estoques monitorados e clima favorável na África.




















