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Gigante do setor agroenergético, Raízen pede recuperação extrajudicial

Dívidas da companhia superam R$ 65,1 bilhões

Operações com fornecedores e parceiros seguem mantidas
Operações com fornecedores e parceiros seguem mantidas -

Publicado por Eduarda Gomes

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Maior produtora mundial de etanol e biomassa de cana-de-açúcar e uma das gigantes do setor de agroenergia, a Raízen apresentou pedido de recuperação extrajudicial nesta quarta-feira (11). Segundo a companhia, a proposta de renegociação de suas dívidas, que superam os R$ 65,1 bilhões, foi acordada com seus principais credores.

Em um comunicado divulgado esta manhã, a companhia afirma que o objetivo do pedido é “assegurar um ambiente jurídico estável, protegido e adequado para a negociação e implementação da reestruturação das dívidas financeiras quirografárias do Grupo Raízen”.

Dívidas quirografárias são os créditos a receber não cobertos por uma chamada garantia real, como uma hipoteca, e que não gozam de preferência na ordem de pagamento. Assim, em caso de falência ou recuperação via judicial, os credores quirografários são os últimos a receber os valores que lhes são devidos.

De acordo com a Raízen, o Plano de Recuperação Extrajudicial apresentado junto ao pedido distribuído à Comarca da Capital de São Paulo conta com a adesão de seus principais credores, titulares de mais de 47% das dívidas financeiras quirografárias - percentual superior ao quórum mínimo legal de um terço dos créditos afetados e suficiente para o ajuizamento do pedido de Recuperação Extrajudicial.

“O Grupo Raízen dispõe do prazo de 90 dias, a contar do processamento da Recuperação Extrajudicial, para obter o percentual mínimo necessário à homologação do seu plano de recuperação extrajudicial, assegurando, assim, a vinculação de 100% dos créditos sujeitos aos novos termos e condições de pagamento a serem definidos no Plano”, explica a companhia em seu comunicado.

Ainda segundo a companhia, a iniciativa tem escopo limitado, não abrangendo as dívidas e obrigações do Grupo Raízen com clientes, fornecedores, revendedores e outros parceiros de negócios, que permanecem vigentes, sendo cumpridas normalmente, nos termos dos respectivos contratos.

O plano de Recuperação Extrajudicial poderá envolver a capitalização do Grupo Raízen por seus acionistas; a conversão de parte dos Créditos Sujeitos em participação acionária na Companhia; a substituição de parte dos Créditos Sujeitos por novas dívidas; reorganizações societárias, destinadas à segregação de parcela dos negócios atualmente conduzidos pelo Grupo Raízen e a venda de ativos do grupo.

Com mais de 45 mil colaboradores e 15 mil parceiros de negócios espalhados por todo o Brasil, o Grupo Raízen controla 35 usinas de produção de açúcar, etanol e bioenergia, tendo anunciado uma receita líquida de R$ 255,3 bilhões na safra 2024/2025.

“As operações do Grupo Raízen seguem sendo conduzidas normalmente, no atendimento a clientes, na relação com fornecedores e na execução de seus planos de negócios. A Raízen manterá seus acionistas e o mercado informados acerca de quaisquer desdobramentos relevantes relacionados a este tema”, destacou a companhia, procurando tranquilizar seus acionistas e parceiros comerciais.

LEIA ABAIXO UM RESUMO DA NOTÍCIA

- O Pedido e o Montante da Dívida: A Raízen, gigante do setor de agroenergia, protocolou um pedido de recuperação extrajudicial para renegociar dívidas que somam R$ 65,1 bilhões. O objetivo é garantir estabilidade jurídica para reestruturar débitos financeiros com credores que não possuem garantias reais (quirografários).

- Adesão e Próximos Passos: O plano já conta com o apoio de credores que detêm mais de 47% da dívida afetada, superando o mínimo legal para o início do processo. A companhia tem agora 90 dias para atingir o percentual necessário para a homologação final, que vinculará todos os credores da classe aos novos termos de pagamento.

- Continuidade das Operações: A medida possui escopo limitado e não afeta pagamentos a fornecedores, clientes, revendedores ou colaboradores. As 35 usinas e as operações diárias seguem normalmente, enquanto a reestruturação financeira pode envolver venda de ativos, conversão de dívida em ações e aporte de capital pelos acionistas.

Com informações: Agência Brasil.

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