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Sinuca ganha força como esporte e passa a ter torneio oficial em Ponta Grossa

Liga municipal busca profissionalizar a modalidade, quebrar preconceitos e promover competições ao longo do ano

A liga aposta na criação de um circuito competitivo, o qual as disputas começam neste sábado e seguem ao longo dos próximos meses
A liga aposta na criação de um circuito competitivo, o qual as disputas começam neste sábado e seguem ao longo dos próximos meses -

Mariele Alexandra Zanin

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A sinuca, tradicionalmente associada a bares e momentos de lazer, começa a ganhar um novo status em Ponta Grossa. A modalidade vem sendo estruturada como esporte por meio da Liga de Sinuca do município, que agora organiza competições oficiais e trabalha na formação de atletas.

Segundo o presidente da Liga de Sinuca de Ponta Grossa, John Danner, o principal desafio ainda é mudar a percepção da população sobre o jogo. “A sinuca ficou popular nos bares e ainda é vista com maus olhos, associada à bebida. Mas isso não representa o que o esporte realmente é”, afirma.

A iniciativa da liga surgiu justamente com o objetivo de formalizar a prática na cidade. “O nosso grande objetivo é estruturar a sinuca como modalidade esportiva, com regras, competições e organização”, explica.

Além de resgatar o valor esportivo, o projeto também busca destacar as diferentes modalidades existentes dentro do bilhar, que muitas vezes são confundidas. “O bilhar é todo jogo com taco e bola. Dentro dele, existem várias modalidades. Aqui no Brasil, a mais comum é a ‘sinuquinha’, que é típica nossa, mas ainda não tem uma formalização oficial”, destaca.

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A sinuca está sendo estruturada como esporte em Ponta Grossa, com a criação de torneios oficiais e ações para formação de atletas. O presidente da Liga de Si... | Autor: aRede.info

Para mudar esse cenário, a liga aposta na criação de um circuito competitivo. As disputas começam neste sábado e seguem ao longo dos próximos meses. “Vamos ter etapas classificatórias todos os sábados, de julho até dezembro, e no fim do ano realizamos o torneio oficial, com ranking dos melhores jogadores da cidade”, detalha John.

As competições são realizadas em bares e espaços que já possuem mesas de sinuca, com limite de participantes por etapa. “Cada mesa comporta até 16 jogadores. Isso garante organização e evita que os jogos avancem pela madrugada”, explica.

Além do foco competitivo, a liga também investe na formação de novos jogadores. Um espaço no Jardim Paraíso está sendo preparado para oferecer aulas gratuitas. “A ideia é trazer também o lado socioeducativo, com cursos para jovens e para quem quiser aprender. Queremos formar atletas e incentivar a prática”, afirma.

Outro diferencial é o incentivo à participação da comunidade e de estabelecimentos parceiros. “A gente não cobra para realizar os torneios nos bares. Organizamos tudo e entregamos a premiação. É uma forma de valorizar os espaços e fortalecer o esporte”, ressalta.

Com crescimento recente, a liga já projeta expansão no número de eventos. “No ano passado foram 11 competições. Neste ano, devemos chegar a cerca de 20”, diz. Para John, o fortalecimento da sinuca também passa pelo reconhecimento de sua identidade brasileira. “Essa mesinha que a gente vê nos bares é algo nosso. Está em todo o Brasil. Formalizar isso como esporte também é valorizar a nossa cultura”, conclui.

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