Meu Deus, quantos rótulos! | aRede
PUBLICIDADE

Meu Deus, quantos rótulos!

Imagem ilustrativa da imagem Meu Deus, quantos rótulos!
-

Tiago Bubniak

@Siga-me
Google Notícias facebook twitter twitter telegram whatsapp email

Casal francês católico tem quatro filhas e espera que todas casem-se com rapazes da mesma religião. No entanto, os genros que ajudam a aumentar a família contrariam as expectativas: um é muçulmano, o outro é judeu e o terceiro é chinês. A esperança de Claude (Christian Clavier) e Marie Verneuil (Chantal Lauby) é que a quarta filha case-se, finalmente, com um católico. E o pretendente provém de uma família da religião liderada pelo papa Francisco. Mas assim mesmo Claude e Marie ficarão descontentes em razão de uma característica do futuro genro.

Pronto. Está composta a base para uma história de diálogos espirituosos, humor inteligente e nenhum temor de atingir o politicamente correto. Assim é ‘Que Mal eu Fiz a Deus?’, do diretor francês Philippe de Chauveron. O grau considerável de diversidade na família abre margem para uma profusão de rótulos que varrem a todos como um tsunami. Os conflitos, sempre cômicos, eclodem entre os casais, pais e filhas, sogros e genros e entre os próprios genros. A comédia, de forma bem explícita, alfineta a intolerância com o diferente. É bastante significativo que essa mensagem venha da França, onde a xenofobia tem manchado a história de um país que espalhou os ideais de liberdade, igualdade e fraternidade para todo o planeta.

O início do filme é morno, é verdade, mas a trama consegue ganhar em ritmo e coesão e, dessa forma, conquistar gradativa e qualitativamente a atenção do espectador. Por fim, ‘Que Mal eu Fiz a Deus?’ mostra-se leve, acessível e agradável ao grande público sem abrir mão da inteligência e da profundidade das discussões que provoca.

PUBLICIDADE

Conteúdo de marca

Quero divulgar right