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Yes, we are fun!

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Tiago Bubniak

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É muita coisa! Quando se fala em ‘Vingadores 2 – Era de Ultron’, várias situações entram em cena com os heróis. 1) É um “filme coral”: são muitos personagens de destaque interagindo e cada um precisa ter seu momento de holofote no roteiro. 2) É uma produção extremamente aguardada pelos fãs ardorosos. Haja inventividade para tentar agradar a milhões!

3) Atrelado ao item anterior está o que mais interessa: lucrar milhões. Ou mais! Sob o canto da sereia do entretenimento o que está na essência, obviamente, é o lucro. 4) A obra tem pinceladas de ação, aventura, comédia, ficção científica e drama. Por trás dos super-heróis há humanos (ou um deus) com questões a resolver como qualquer mortal. É uma tática para tentar aproximar o irreal do real.

5) Um dos pontos mais importantes, também relacionado com o anterior: é preciso muita habilidade para seduzir o espectador a acreditar que aquilo que está vendo é verdade ou, no mínimo, tem alta probabilidade de ser. A busca pela verossimilhança é um desafio sem tamanho, afinal, esse time de salvadores da humanidade é formado, só para citar alguns exemplos, por um deus; um cientista playboy vaidoso e aficionado por tecnologia; outro cientista que, quando fica “verde” de raiva ganha forma de um monstro verde cheio de fúria; um soldado melhorado pela ciência que se transforma em símbolo do poderio e da ideologia estadunidenses. Aqui, todos lutam contra uma inteligência artificial que almeja evoluir. O vilão tem ares de Pinóquio e Noé e “aprendeu” com os humanos (e suas guerras) a ser incapaz de identificar a diferença entre salvar o mundo e destruí-lo. É muita coisa!

Como obter algo digerível em meio a essa miscelânea de ideias, metas e expectativas? Uma das grandes apostas deste segundo filme da franquia, dirigido novamente por Joss Whedon, é o humor. A comicidade dá liga à “confusão”. Cada personagem tem sua trajetória, personalidades bem características e muitos já ganharam força no imaginário do público com filmes próprios. O processo que eles cultivam para aparar as arestas concede oxigênio em meio a tantas lutas, tiros, perseguições e explosões. Já nos primeiros segundos, a plateia ávida por esses elementos fica sem fôlego. Nada que não fosse esperado. Afinal, é um dos itens a serem observados para agradar nesse tipo de filme. Com certeza, multidões sairão satisfeitas, levando consigo, conscientemente ou não, outro exemplo das forças técnica e ideológica dos Estados Unidos.

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