Contorno de PG pode gerar até 12 mil empregos nos Campos Gerais
Obra bilionária deve começar a impactar economia regional a partir de 2027

A construção do novo contorno rodoviário de Ponta Grossa pode gerar até 12 mil postos de trabalho na região dos Campos Gerais, segundo projeção da Motiva Paraná. A estimativa considera empregos diretos e indiretos ao longo da execução da obra, que tem investimento previsto superior a R$ 1 bilhão.
A previsão é de que cerca de 3,2 mil trabalhadores sejam contratados diretamente para atuar na obra, em funções como operação de máquinas, engenharia, topografia, serviços administrativos e segurança do trabalho.
Além disso, a projeção indica a criação de aproximadamente 9,6 mil vagas indiretas, impulsionadas pela demanda por serviços e fornecimento de materiais. Em empreendimentos desse porte, cada emprego direto tende a gerar, em média, três indiretos.
Impacto econômico
A execução do contorno deve ampliar a demanda por atividades como usinagem, britagem e produção de estruturas pré-moldadas, essenciais para a construção. Também há expectativa de crescimento em setores como alimentação, hospedagem e comércio.
“As atividades da obra acabam mobilizando não só a construção civil, mas uma série de serviços no entorno”, afirmou o gerente executivo de Engenharia da Motiva Paraná, Alexandro Zopolato.
Segundo ele, as contratações devem começar a partir de 2027 e ganhar intensidade entre 2028 e 2029, período em que os trabalhos de terraplenagem estarão mais avançados.
“Assim que a obra for ganhando proporção, vamos necessitar de mais gente para trabalhar. Essa demanda de pessoal resulta na mobilização da região e do Estado, já que o contorno rodoviário vai transformar a mobilidade do Paraná inteiro”, disse.
A previsão é que o contorno rodoviário seja concluído até 2032, com possibilidade de antecipação. A proposta é retirar o tráfego pesado da área urbana de Ponta Grossa, melhorando a segurança viária e a fluidez no trânsito, além de facilitar o transporte de cargas.
Definição do traçado
Logo que assumiu a operação de 569 km de rodovias em maio de 2025, a Motiva Paraná iniciou estudos técnicos para definir o traçado do contorno rodoviário. A proposta inicial passou por alterações após sugestões apresentadas por entidades e lideranças.
De acordo com a concessionária, ajustes foram feitos com base em critérios técnicos, como viabilidade ambiental, fundiária e geográfica.
“Não adianta criar um traçado que vai ser impossível de ser implantado”, afirmou Zopolato.
Entre junho de 2025 e 22 de abril deste ano, a concessionária organizou cerca de 90 encontros com participação de entidades e representantes regionais para discutir o projeto.





















