Entidades garantem que água de Ponta Grossa é segura para consumo
População vem realizando denúncias sobre problemas com a água distribuída na cidade

Diante das inúmeras reclamações sobre o cheiro e gosto da água distribuída em Ponta Grossa, entidades emitiram um comunicado, nesta manhã de quarta-feira (25), garantindo que a água do município é segura para consumo. Em nota, as instituições também afirmam que trabalham de forma ininterrupta para normalizar a situação.
Conforme o documento, que tem a participação da Companhia de Saneamento do Paraná (Sanepar), do Instituto de Desenvolvimento Rural do Paraná (IDR-Paraná), do Instituto Água e Terra (IAT), da Agência de Defesa Agropecuária do Paraná (Adapar) e do Sistema de Tecnologia e Monitoramento Ambiental do Paraná (Simepar), as entidades entendem a preocupação dos ponta-grossenses.
Entretanto, as instituições explicam que o cheiro e o gosto diferentes são relacionados “à forte proliferação de algas no reservatório Alagados”. Isto, de acordo com as entidades, ocorre “principalmente pelo longo período de chuva abaixo da média na microbacia do Rio Pitangui”. Apesar deste problema, o documento ressalta que a água está dentro “dos padrões de potabilidade”.
SOLUÇÃO PARA O PROBLEMA
Ainda no decorrer do documento, a Sanepar, o IDR-Paraná, o IAT, a Adapar e o Simepar explicam que a normalização do problema “não depende apenas de ações operacionais. A recuperação plena das condições do reservatório exige a retomada de chuvas em volume adequado e manejo sustentável da bacia", diz a nota.
Apesar disso, as instituições afirmam estar trabalhando em algumas frentes:
- No sistema de abastecimento de água: entre as ações imediatas estão a perfuração e operacionalização de poços; reforço no tratamento e monitoramento da água; ajustes operacionais contínuos; análises diárias e monitoramento intensivo da qualidade da água; e, instalação de equipamentos de medição e controle. Já sobre as ações estruturantes (a médio prazo), ocorrem melhorias e ampliações no sistema produtor e de tratamento de água;
- Na bacia: os trabalhos a médio prazo são programa de conservação de solo e água nas propriedades rurais; recuperação de nascentes e áreas sensíveis; mobilização regional para proteção da microbacia e pesquisas aplicadas, avaliação e redução de nutrientes que chegam no reservatório, identificação das fontes de impacto e pesquisa científica aplicada.
Por fim, as entidades destacam que o processo de recuperação do reservatório "não é imediato". "Seguiremos informando a população com frequência, transparência e responsabilidade. As equipes técnicas permanecem mobilizadas em regime permanente para reduzir os impactos e acelerar a recuperação", finaliza o documento enviado ao Portal aRede.
CONFIRA ABAIXO UM RESUMO DA NOTÍCIA
- Garantia de Potabilidade e Causa do Problema: em nota conjunta emitida nesta quarta-feira (25), a Sanepar, IAT, Simepar e outros órgãos estaduais garantiram que a água distribuída em Ponta Grossa é segura para consumo e está dentro dos padrões legais. A alteração no cheiro e no gosto é atribuída à proliferação de algas na Represa de Alagados, fenômeno causado pelo baixo volume de chuvas na microbacia do Rio Pitangui;
- Ações Emergenciais e Estruturantes: para mitigar os efeitos, as entidades realizam uma força-tarefa que inclui a perfuração de novos poços, reforço no monitoramento da qualidade e ajustes no tratamento químico. A médio prazo, o plano prevê a ampliação do sistema de tratamento e programas de conservação ambiental, como a recuperação de nascentes e o controle de nutrientes que chegam ao reservatório;
- Perspectiva de Normalização: o documento esclarece que a solução definitiva não depende apenas de medidas operacionais, mas da retomada de chuvas em volumes adequados para a recuperação do reservatório. As instituições reforçaram que o processo não é imediato, mas que as equipes técnicas permanecem mobilizadas em regime permanente para acelerar a normalização do serviço.





















