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'Protecta' construirá fábrica de processamento de trigo em PG

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Fernando Rogala

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A empresa ponta-grossense Protecta irá realizar um investimento nos próximos meses no Distrito Industrial de Ponta Grossa. Trata-se de uma fábrica de processamento de trigo mourisco, que será construída nas proximidades da indústria Masisa, ao lado da Omya do Brasil. No local, será erguido uma unidade de processamento de grãos sem glúten, em uma área construída de mil metros quadrados. O investimento inicial, nesta primeira fase, é de R$ 2 milhões, mas será potencializado, nos próximos anos, com o projeto de duplicação da fábrica. Em um primeiro momento devem ser gerados oito empregos diretos.

Recentemente, o grupo solicitou, junto ao Instituto Ambiental do Paraná (IAP), a licença para a instalação do Projeto. A perspectiva é de que essa licença seja obtida nas próximas semanas, para iniciar as obras ainda no mês de julho. “Dependemos muito da parte ambiental, mas esperamos que essas obras se iniciem em julho, com o término e o início das atividades previsto para outubro”, declara o diretor comercial do grupo, João Conrado Schmidt Junior.

Schmidt relata que o trigo mourisco (ou sarraceno, como também é conhecido) a ser beneficiado na nova unidade é produzido no Brasil. A Protecta, que já atua no agronegócio nessa área de fomento agrícola, de toda a cadeia, desde a produção até o consumo final. A fábrica irá absorver essa produção de clientes e terceiros. Parte do que será produzido será exportado. “Será uma unidade de processamento de grãos, farinha, flocos e grãos descascados. A ideia é processar duas mil toneladas por ano de produtos sem glúten, sendo 90% dessa quantidade em trigo mourisco. Vamos trabalhar para a exportação, ainda não sabemos a proporção, mas grande parte será para exportação”, completa.

DIFERENCIAL - Grupo expande atuação na região

De acordo com o gerente comercial, o investimento será feito em uma área doada pelo município – em um pacote de três doações realizadas no final do ano passado. O terreno cedido pela prefeitura foi de aproximadamente 20 mil m². Schmidt lembra que a empresa já possui unidades em Ponta Grossa e região, mas que agora irá atuar em uma área diferenciada. “Temos unidade em Ponta Grossa, mas não trabalhamos com a parte de glúten ‘free’. Temos filiais em Ipiranga, mas tralhamos com grãos comuns, com armazenagem. E agora vamos abrir um novo braço, que é o dessa área de alimentos sem glúten”.

Informações do Jornal da Manhã

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