Governo Rangel considera reajuste salarial inviável

O secretário de Gestão Financeira de Ponta Grossa, Odaílton Souza, foi categórico sobre o pedido de reajuste de dos servidores públicos municipais. Em resposta ao Jornal da Manhã, Odaílton disse que, “neste momento, o município encontra-se impedido de efetuar aumento em suas despesas com pessoal”.
Em assembleia realizada na semana passada, o Sindicato dos Servidores Públicos Municipais (Sindserv) definiu em 15% a proposta de reajuste salarial da categoria. De acordo com o secretário, o inchaço nos gastos com pessoal inviabiliza a concessão do aumento pelo menos até setembro.
“Conforme fechamento do exercício 2014, o município ficou acima do Limite Prudencial definido pela Lei Complementar 101, estabelecendo dois quadrimestres para retorno ao Limite”, afirmou Odaílton via assessoria de imprensa.
Segundo a Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF), as prefeituras devem manter as despesas com pessoal abaixo de 51% da receita corrente líquida. O último relatório de gestão fiscal divulgado pelo governo, em dezembro de 2014, apontava o comprometimento de 51,6% da receita com o pagamento de remunerações e encargos sociais. A Prefeitura ainda não divulgou o balanço referente aos primeiro bimestre de 2015.
Além de considerar inviável o reajuste reivindicado, Odaílton informou que não existe nenhuma reunião agendada com o Sindserv para discutir o assunto. “O município até o presente momento não foi notificado pela Entidade Sindical do percentual que será reivindicado pela categoria dos servidores”, afirmou.
Sindicato aguarda convite do governo para negociação
A demora do Governo Municipal para iniciar as negociações tem preocupado os servidores. “Nos preocupa que o governo não tenha se manifestado sobre as negociações. Estamos desde sexta-feira tentado agendar reuniões para discutir o assunto”, afirma o presidente do Sindserv, Leovanir Martins. Para o dirigente da entidade, o limite prudencial não deve ser usado pela Prefeitura para se esquivar do reajuste. O sindicato diz que as negociações devem resultar em alternativas.
Informações do Jornal da Manhã.





















