Comércio de PG demite funcionários e fecha lojas

O comércio de Ponta Grossa fechou 2014 com uma retração nas vendas de 2,8% em relação a 2013, no pior resultado dos últimos anos. Com a baixa atividade registrada, também, neste início de ano, que resultou em 422 demissões no setor no bimestre, segundo informações do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), ações são realizadas pelas entidades representativas e pelos próprios comerciantes para minimizar prejuízos e tentar, pelo menos, igualar as vendas registradas em 2014.
“Neste ano, já constatamos o fechamento de lojas de rua e de shopping. Se a economia continuar recessiva, há a preocupação que haja aumento na taxa de desemprego e que mais negócios sejam fechados. É o pior cenário que poderia acontecer”, relata o presidente da Associação Comercial, Industrial e Empresarial de Ponta Grossa (Acipg), Nilton Fior. Qualificação, reivindicação de mudanças de tributação, antecipação de sorteios, atendimento em horário estendido, promoções, prazos especiais de pagamento, entre outros, estão entre as ações planejadas para o município neste ano.
Entre as várias ações que estão sendo promovidas, segundo Fior, estão reuniões com rodadas de negócios, oferta de treinamentos para empreendedores e colaboradores, e parcerias com o Sebrae para a prestação de consultoria gratuita a empresários. “Junto ao governo estamos mostrando nossa insatisfação em relação ao aumento do ICMS e demais tarifas, e, junto à Faciap e o deputado Marcio Pauliki, estamos propondo emendas ou alterações que não impactem nos negócios no Paraná”. Localmente, a campanha de Natal será ampliada e estendida, com o provável sorteio de três veículos, devendo ser iniciada já em setembro.
“Estamos com inicio de ano bem sofrido. Na atividade comercial, em função do custo elevado da própria inflação, estamos nos vendo obrigados a gerar receita. Então, hoje, estamos trabalhando muito em cima de promoções, porque a empresa precisa vender, e, é mais importante fazer o giro do estoque do que garantir margens de lucro”, declara Regis Godoy, proprietário de uma rede de lojas de calçados e confecções no município. Com o lançamento das coleções de inverno ele diz que espera recompor as margens para poder retomar a margem produtiva. “Pela dificuldade de consumo, estamos vendendo produtos com o preço à vista em 10 vezes sem juros. Temos produtos com até 70% de desconto e preços a partir de R$ 10”, diz. Em outra loja, por exemplo, a conta pode ser parcelada em 5 vezes com o 1º pagamento para 100 dias.
Já no Grupo MM, uma das maiores redes varejistas do país, a tática será manter os preços e ampliar as parcelas. “É nesse momento que se conquista mais mercado, que é o ‘share’. Em abril vamos lançar a promoção de aniversário, mantendo os preços e não repassando a alta do imposto para o cliente, e sair de um prazo de 12 vezes para até 24 meses”, diz o superintendente do grupo, Márcio Pauliki. Segundo ele, o plano de expansão do grupo, no entanto está mantido, porém com o ‘pé no chão’. A meta de crescimento do MM é de 5 a 10%.
Momento atual requer cuidados
Como lembra Marcio Pauliki, a alta na carga tributária, do IPVA, na conta de luz, água e combustível, reflete diretamente no comércio. Assim, Nilton Fior dá dicas para os empresários, para atravessar esse momento conturbado. “Fazer uma avaliação bastante cuidadosa dos custos, da parte tributária. Uma conversa constante, semanal com o contador para ter orientação da condução do empreendimento, e ficar cauteloso em relação a investimentos. Recomenta-se uma avaliação dos custos, onde podem ser diminuídos, e realizar compras mais enxutas, até porque com a logística dos fornecedores eficaz, não precisa ter muito estoque”, recomenda.
Lojas podem abrir em horário estendido para o Dia das Mães
José Loureiro, presidente do Sindicato do Comércio Varejista no município (Sindilojas PG) relata que reuniões já foram feitas com empresários para definir soluções. “Com o sindicato dos empregados estamos entrando em consenso para a expansão do horário no sábado e domingo, fazendo promoções e campanhas para aumentas as vendas nesses horários estendidos. Queremos ver se para o dia das mães já fazemos alguma coisa. Os empregados são comissionados, então todos apoiam”, relata Loureiro. Para ele, a meta para o comércio neste ano é igualar as vendas de 2013.
Informações do Jornal da Manhã.





















