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UEPG monta conselho para fiscalizar cotas raciais

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A Pró-Reitoria de Graduação (Prograd) da Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG) promoveu, nessa semana, debates a respeito da política de cotas para negros na Instituição. Participaram das discussões representantes do Movimento Negro, de movimentos estudantis, chefes de Setor e comunidade universitária como um todo.

Ao final, o debate realizado ontem chegou ao consenso de que a UEPG voltará a fazer uso de um sistema de verificação da condição negra do candidato que for aprovado pelo sistema de cotas. A decisão tomada durante o encontro culminou na elaboração de uma proposta que, agora, será encaminhada ao Conselho Universitário, para definir os detalhes de sua aplicação prática.

No início dos anos 2000, quando a política de cotas foi implantada na UEPG, havia uma banca de constatação da condição de negro. Essa banca operava após o vestibular. Anos depois, essa banca passou a atuar no dia seguinte ao último dia de inscrição do vestibular, portanto antes das provas. Caso o vestibulando não fosse aprovado pela banca, ele era inscrito nas cotas para alunos de escolas públicas. Esse sistema de verificação funcionou até 2013, mas foi extinto em 2014. Agora, a UEPG pretende retomar a prática, criando uma comissão responsável por averiguar o “fenótipo” dos aprovados.

Ou seja, não basta que o candidato tenha um avô negro, é preciso ter outros fatores comprovando a descendência, incluindo características físicas. A nova comissão iria verificar isso. O edital dos concursos de vestibular já prevê uma penalidade (a perda da vaga) para a pessoa que se declarar negra, sem ser negra.

Divulgação deve ser ampliada

Os encontros realizados nessa semana também determinaram que há necessidade de ampliar a divulgação a respeito da política de cotas, da forma como é realizada, e o significado de “fenótipo”. Por exemplo, muitos ainda não sabem que a política de cotas para negros, atualmente, só atende a estudantes de escolas públicas. Em 2013, a UEPG manteve a política de cotas, com percentuais de 40% das vagas do vestibular para a escola pública, 10% para negros, e 50% da vagas para a cota universal.

Informações do Jornal da Manhã.

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