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Sintespo decide amanhã se paralisa atividades

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Mais uma categoria profissional demonstra a intenção de iniciar greve por tempo indeterminado. Dessa vez, foi o Sindicato dos Trabalhadores em Estabelecimentos Estaduais de Ensino Superior de Ponta Grossa (Sintespo) que levantou a possibilidade de amplificar os protestos de funcionários do Estado do Paraná, em assembleia realizada ontem.

De acordo com o presidente do Sintespo, Emerson José Barbosa, a categoria decidiu esperar até sexta-feira (13), para anunciar um indicativo de greve.

Tudo vai depender da maneira como irá se desenvolver a atual negociação do governo do Estado com os movimentos grevistas já estabelecidos, a exemplo dos professores e agentes penitenciários. É que muitas das reivindicações entre as categorias são coincidentes, porque o pacote de medidas para ajustes no orçamento do governo, anunciado nas últimas semanas, afeta todo o funcionalismo público estadual.

“Se aprovarmos o indicativo de greve, devemos paralisar atividades a partir do dia 19, uma quinta-feira. Vamos aguardar a decisão a respeito dos projetos de lei [em votação na Assembleia Legislativa do Paraná] e, se forem aprovados, a greve certamente vai demorar”, diz Barbosa.

As medidas que afetam os trabalhadores são basicamente as mesmas que também levaram os professores da Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG) a declarar greve, como o não pagamento do 1/3 de férias e mudanças no sistema previdenciário. Caso votem pelo indicativo de greve, assim que os funcionários cruzarem os braços a UEPG deve parar totalmente.

Os professores da UEPG iniciaram oficialmente sua greve na terça-feira, dia 10. Um dia antes, os professores de toda a rede estadual de ensino público também paralisaram atividades. As manifestações decorrentes de atrasos em pagamentos se estendem ao setor de Saúde, com a paralisação de atendimento pelo Sistema de Assistência à Saúde (SAS), justamente o que oferece atendimento específico aos servidores públicos. E, na terça-feira, 10, os agentes penitenciários também deram início a uma greve geral.

Professores protestam com cruzes

Os professores da rede estadual de ensino entraram hoje no quarto dia de greve. Em Ponta Grossa, as manifestações se concentram na região central da cidade. Ontem, um caminhão de som rodeado por docentes procurava informar à população os motivos das manifestações. Os protestos se intensificaram na Praça Barão de Guaraúna e no Complexo Ambiental Governador Manoel Ribas. Na terça-feira, cruzes foram colocadas, ao longo da pista de caminhada do Parque, simbolizando as escolas estaduais da cidade.

Informações do Jornal da Manhã.

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