Caminhada no centro marca Dia de Luta Contra Aids
Para marcar o Dia Mundial de Luta Contra a Aids, celebrado em 1º de dezembro, um grupo de aproximadamente 500 pessoas caminhou pela Avenida Vicente Machado na manhã de hoje, em direção ao Parque Ambiental.
A caminhada foi promovida pelo Programa Municipal de DST, Aids e Hepatites Virais, da Secretaria Municipal de Saúde, em parceira com o Departamento do Idoso (Proamor), o Serviço de Atendimento Especializado (SAE)/Centro de Triagem e Aconselhamento (CTA) e os grupos Renascer e Reviver.
Ao final da caminhada, todos se concentraram no Parque Ambiental, onde realizaram uma oração em nome dos portadores do vírus que morreram em decorrência da doença. Em seguida, soltaram vários balões, como uma forma simbólica de depertar a atenção da população sobre este assunto.
Além da caminhada, como atividade pelo Dia Mundial de Luta Contra a Aids, o SAE/CTA estará no Parque Ambiental até às 17 horas realizando a testagem rápida para detecção de HVI. O resultado sai em 30 minutos.
Preconceito
Para o coordenador do Programa Municipal de DST, Aids e Hepatites Virais, Jean Zuber, a proposta era chamar a atenção da população com relação ao preconceito que os portadores do vírus HIV ainda precisam enfrentar, mesmo passados mais de 30 anos do surgimento da doença.
Entretanto, o psicólogo da Associação Reviver, que realiza trabalho psicológico e sócio-assistencial com portadores do vírus, Marcos Barszcz, lembra que além do preconceito da sociedade, o portador muitas vezes é quem se discrimina.
“Muitos pacientes têm vergonha da doença e não se abrem com a família ou os amigos. Isso pode prejudicar até mesmo o tratamento, na demora pelo início. Quem não procura ajuda, muitas vezes sofre com depressão, baixa auto estima, estresse e ansiedade. Estes fatores interferem no sistema imunológico do portador, o que pode acarretar em outros problemas”, conta o psicólogo. Ele frisa que nestes momentos, a família é a melhor rede de apoio que o portador pode encontrar.
Conscientização
A técnica do SAE, Sueli Aparecida Pedroso, lembra que a conscientização da população é fundamental para evitar o surgimento de novos casos. A atual geração de jovens que não acompanhou a epidemia de Aids nas décadas passadas, cresceu encarando a doença como algo que deixou de ser um problema. “Quando realizamos campanhas de conscientização, com a distribuição de camisinhas, muitos recusam justificando que tomam pílula ou são operados, como se a única preocupação fosse com a gravidez”, revela ela.
Onde buscar ajuda:
Quem estiver em dúvida e quiser fazer a testagem rápida, basta ir até o SAE/CTA, que fica na rua Enfermeiro Paulino, número 200. O teste é realizado de segunda à quinta feira, das 7h30 às 16h30. A testagem é gratuita e o resultado sai em 30 minutos. Com o resultado positivo, o portador já será orientado com relação ao tratamento, que é oferecido gratuitamente pelo sistema de saúde, e será acompanhado pela equipe do SAE.
O portador pode também procurar ajuda na Associação Reviver, que oferece apoio psicológico, orientação e realiza atividades em grupo, como troca de experiência, para ajudar a viver com a doença ou o vírus. De acordo com o psicólogo Barszcz, “as portas da associação estão sempre abertas”.
Confira alguns dados:
- O SAE/CTA acompanha hoje um número aproximado de duas mil pessoas portadoras de HIV/Aids em Ponta Grossa;
- Somente em 2014, já foram realizados 1.870 testes rápidos para detecção do HIV, dos quais 73 deles deram positivo;
- Desse número, 1034 testes foram realizados em homens, sendo 49 positivos; e 836 em mulheres, dos quais 24 foram positivos;
- A Associação Reviver atende hoje 156 famílias e trabalha para ampliar esse número.





















