Vereadores reabrem debate sobre Usina de Lixo | aRede
PUBLICIDADE

Vereadores reabrem debate sobre Usina de Lixo

Celso Cieslak (PRTB) e Sargento Guiarone (PROS) questionam secretário de Meio Ambiente, Paulo Barros, sobre a viabilidade do empreendimento

Guiarone (a esquerda) e Celso (a direita) apresentaram dados sobre a construção de uma usina de lixo em Ponta Grossa
Guiarone (a esquerda) e Celso (a direita) apresentaram dados sobre a construção de uma usina de lixo em Ponta Grossa -

Afonso Verner

@Siga-me
Google Notícias facebook twitter twitter telegram whatsapp email

Celso Cieslak (PRTB) e Sargento Guiarone (PROS) questionam secretário de Meio Ambiente, Paulo Barros, sobre a viabilidade do empreendimento

A possibilidade do lixo produzido em Ponta Grossa ser destinado para uma usina de lixo foi retomada pelos vereadores Celso Cieslak (PRTB) e Sargento Guiarone (PROS). Os parlamentares visitaram a redação do Jornal da Manhã e do portal aRede nesta terça-feira (16) para apresentar questionamentos ao argumento exposto pelo secretário de Meio Ambiente, Paulo Barros, de que a construção de um empreendimento do tipo seria “inviável financeiramente” para o município.

Cieslak (PRTB) e Guiarone (PROS) irão convocar para o começo de junho uma audiência pública para discutir o tema na Câmara Municipal Ponta Grossa (CMPG). Na visão dos parlamentares, o assunto precisa ser “amplamente debatido com a sociedade e com a opinião pública”. “A construção de uma usina de lixo é a melhor saída para a preservação da natureza no município e para o futuro da cidade”, garantiu Guiarone.

Os parlamentares apresentaram dados e informações sobre o funcionamento de uma usina de lixo em Unaí – Minas Gerais. Na visão de Cieslak (PRTB), a implementação de um empreendimento do tipo também seria a melhor saída do ponto de vista financeiro para a Prefeitura de Ponta Grossa. “Atualmente nós literalmente enterramos R$ 3 milhões por mês junto com o lixo no Aterro Botuquara”, lembrou Celso.

O vereador expôs ainda dados sobre os resultados gerados pela usina. Além da destinação ambientalmente correta do lixo doméstico, segundo Celso, um empreendimento do tipo na cidade poderia gerar energia elétrica suficiente para abastecer 40 mil famílias. “A Prefeitura poderia, por exemplo, usar essa energia para atender famílias carentes ou mesmo para os prédios públicos municipais”, contou Celso.

A empresa TJMC Empreendimentos é a responsável pela usina de lixo em Unaí – representantes da companhia deverão participar da audiência pública em Ponta Grossa para discutir o assunto. “Nós queremos pautar esse debate com a sociedade princesina, acredito que a melhor saída não é transferir o lixo enterrado no Botuquara para um outro lixão da cidade”, contou Guiarone se referindo à pedreira Boscardim, alternativa apresentada por Barros.

Utilizada como exemplo pelos vereadores, a usina em Unaí produz a partir do lixo, além da energia elétrica, a recuperação de metais pesados e do próprio lixo reciclável. De acordo com Celso (PRTB) e Guiarone (PROS), a construção de uma usina semelhante e adaptada ao porte de Ponta Grossa custaria cerca de R$ 100 milhões e o investimento poderia ser bancado pela iniciativa privada, tendo prazo de no máximo 1 ano e 6 meses para começar a funcionar efetivamente.

“Só estamos mudando o problema de lugar”, critica Celso

A alternativa apresentada por Paulo Barros, secretário de Meio Ambiente, foi criticada pelo vereador Celso Cieslak (PRTB). Na visão do parlamentar, caso a Prefeitura de fato passe a destinar o lixo doméstico da cidade para o aterro na Pedreira Boscardim, na região da Bocaína, só estaria “transferindo o problema de lugar”. “Estamos enterrando lixo há 50 anos e vamos continuar fazendo isso, agredindo a natureza e dando prejuízo aos cofres públicos, por isso ressalto a necessidade do debate amplo sobre a usina de lixo”, comentou.

Usina de lixo já foi cogitada por outros secretários

A construção de uma usina de lixo em Ponta Grossa já foi cogitada por lideranças que comandaram o setor de Meio Ambiente da Prefeitura antes de Paulo Barros. Paulo Cenoura, por exemplo, foi um dos incentivadores do projeto e propôs, durante a renovação do contrato com a Ponta Grossa Ambiental (PGA), companhia que administra a coleta do lixo e o aterro do Botuquara, que a própria empresa fosse responsável pelos estudos e implementação da usina. A reportagem tentou entrar em contato com os responsáveis pela PGA para repercutir o tema, mas não obteve êxito. 

PUBLICIDADE

Conteúdo de marca

Quero divulgar right