“Nem presidente tem privilégio absoluto de sigilo”, diz Moro

O juiz federal Sergio Moro se manifestou nesta quinta-feira (17) afirmando que não existem irregularidades na utilização do grampo eletrônico que flagrou a conversa entre a presidenta Dilma Rousseff e o antecessor Luiz Inácio Lula da Silva.
"A circunstância do diálogo ter por interlocutor autoridade com foro privilegiado não altera o quadro, pois o interceptado era o investigado e não a autoridade, sendo a comunicação interceptada fortuitamente", explicou Moro. "Nem mesmo o supremo mandatário da República tem um privilégio absoluto no resguardo de suas comunicações, aqui colhidas apenas fortuitamente", rebateu ele.
A presidenta não é investigada oficialmente na Operação Lava Jato, mas Lula é um dos alvos das escutas telefônicas.





















