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Comandante da PM repudia fala de Francischini

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O coronel César Vinícius Kogut, comandante da Polícia Militar do Paraná, enviou uma carta para o governador Beto Richa (PSDB) a respeito da confusão que no último dia 29 de abril durante a manifestação dos professores estaduais. No documento, ele garante que o secretário de Segurança Pública do estado (Sesp), Fernando Francischini, foi alertado sobre os possíveis desdobramentos da ação.

Segundo a carta, mesmo utilizando as técnicas “internacionalmente reconhecidas como indicadas para a situação”, pessoas poderiam sair feridas, como realmente aconteceu na ocasião. “Todas as ações foram tomadas seguindo o Plano de Operações elaborado, aprovado pela Sesp, com a participação do secretário”, diz o documento, assinado por 16 dos 19 coronéis da PM.

Eles repudiam as declarações do secretário, que culpou a tropa da PM e não assumiu parte da responsabilidade pelo ocorrido. Na última segunda-feira (4), Francischini classificou a ação da PM como “injustificável” e “terrível”.

Francischini segue no cargo

Segundo informações do jornalista Rogério Galindo, da Gazeta do Povo, Francischini continuará como secretário de Segurança Pública após reunião com o governador nesta quarta-feira.

AMAI

A Associação de Defesa dos Direitos dos Policiais Militares Ativos Inativos e Pensionistas (AMAI) também encaminhou nota repudiando as declarações de Francischini e declarou apoio a Kogut, “que está sendo vítima de boatos sobre sua exoneração, após entrevista coletiva do Secretário Estadual de Segurança Pública, na última quarta-feira (04). Nas declarações à imprensa, Francischini teria se isentado de qualquer culpa na ação policial durante a mobilização dos professores, responsabilizando o comando da PM”.

A Associação solicita ao Governo que mantenha a coerência nas ações, sem tomar nenhuma decisão precipitada, “pois a exoneração do Comandante Geral possibilitaria a individualização de uma ação coletiva, determinada pelo Governo, de acordo com os meios e condições fornecidas. Esse ato seria uma desmoralização do Secretário de Segurança Pública, que participou diretamente do planejamento e execução da operação no Centro Cívico”, completa a nota.

Informações da Banda B.

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