Parque Tecnológico Agroleite inova para fortalecer a cadeia leiteira nacional
Iniciativa da Castrolanda recebe aportes de R$ 100 milhões para se tornar referência mundial. Objetivo é reunir empresas e instituições para ampliar a competitividade do setor leiteiro

O título de Capital Nacional do Leite, concedido a Castro, não vem por acaso. Além de ser a cidade que mais produz leite no Brasil, o município também sedia o maior evento da cadeia leiteira da América Latina, o Agroleite. Agora, a cidade também passará a ser reconhecida por outra característica, como referência nacional e internacional em tecnologia na cadeia do leite, com a instalação do Parque Tecnológico Agroleite.
Esse projeto do parque foi anunciado pela Cooperativa Castrolanda em 2024, durante a realização do Agroleite, e está em implantação no local onde acontece a feira, no espaço que era conhecido como Castrolanda Expo Center. “Nós já tínhamos uma estrutura, que é o parque que abriga a feira Agroleite. Como a gente já tinha esse espaço, com a presença de empresas de produtores, imaginamos que se agregássemos mais players, mais stakeholders nesse conjunto, a gente conseguiria desenvolver uma coisa realmente muito interessante. E aí que surgiu a ideia do Parque Tecnológico”, resume o diretor-executivo da Castrolanda, Seung Lee.
Na visão de Seung, para a cadeia leiteira brasileira ganhar mais competitividade, é necessário desenvolver mais tecnologia e melhorar a gestão. “Então, qual é a ideia? Juntamos aqui, além das indústrias, os produtores, mas também a academia, a tecnologia, por meio de laboratórios, e gestão por meio de treinamento e educação”, detalha. Hoje, o local conta com cerca de 50 empresas instaladas, tendo grandes parceiros que estão contribuindo, como a Prefeitura de Castro, Governo do Estado e o Sebrae.

Seung detalha que o investimento no local passará dos R$ 100 milhões. Além de mais de R$ 12 milhões em infraestrutura por parte da Castrolanda, haverá outros aportes de parceiros em imóveis e em projetos como o Centro de Excelência de Bovinocultura do Leite do Senar, com aportes superiores a R$ 32 milhões, para treinar pessoas de todo o Brasil; e a estrutura para receber o curso de Medicina Veterinária da UEPG.
“Outro ativo científico de alta relevância é a Fazenda Modelo, então teremos uma fazenda de demonstração de tecnologia aqui dentro do parque. A gente até vem trabalhando com o slogan que é a ‘Fazenda do Futuro Hoje’. Então, tudo que há de mais desenvolvido no país, no mundo, nós teremos aqui nessa fazenda para demonstrar para a cadeia do leite o que a gente faz de diferente aqui em Castro”, revela Gustavo Viganó, Gerente do Parque Tecnológico Agroleite.
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Armando Rabbers é cooperado da Castrolanda e proprietário da Fazenda Genética ARM. Reconhecido por ser pioneiro na implantação das tecnologias na pecuária, sendo o primeiro a instalar ordenhas robotizadas na América Latina, em 2012, ele é um dos grandes incentivadores do Parque. “Para mim, é uma alegria muito grande. Vamos ver os frutos desse trabalho em melhorias na qualidade, produtividade e custo de produção. O custo de produção também é muito importante para a cadeia leiteira, para nós ser competitivos internacionalmente”, avalia.
Anuário 'Caminhos do Paraná'
Este conteúdo integra a 17ª edição do anuário do Grupo aRede, intitulado "Caminhos do Paraná", cujo tema central é "A Força do Agro". A publicação mudou o nome de "Caminhos dos Campos Gerais" para "Caminhos do Paraná", expandindo o foco para todo o estado. Com mais de 200 páginas, esta é a maior edição da história do projeto editorial. O livro detalha a força do agronegócio paranaense, abordando tecnologia, sustentabilidade e cooperativismo diante de centenas de lideranças regionais.


























