BRDE contribui para o fomento do setor agropecuário paranaense
Setor agro representa 60% das liberações de recursos do Banco no Estado do Paraná. Somente para a cadeia leiteira, por exemplo, foram quase R$ 500 milhões nos últimos cinco anos

Os Campos Gerais têm uma das maiores bacias leiteiras do Brasil. Três municípios da região, Castro, Carambeí e Arapoti, estão entre as oito cidades que mais produzem leite no país. Esses municípios contribuem para o Paraná se destacar na segunda posição no ranking nacional, com quase 13% do total produzido, segundo dados do IBGE.
Um dos produtores de leite que contribuem com essa bacia leiteira é Marius Bronkhorst. Sua propriedade, a Chácara Nova Esperança, está localizada em Arapoti. Ele produz leite há mais de 40 anos, desde 1982, e hoje está na lista dos 100 maiores produtores de leite do Brasil, com uma produtividade média de 17,5 mil litros por dia, extraídos de aproximadamente 490 animais em lactação.
Mas nem sempre essa produtividade foi assim. Tudo começou com 20 animais na década de 1980, número que foi crescendo progressivamente. Até 2010, a propriedade tinha cerca de 200 animais lactantes, com capacidade de produzir 6 mil litros de leite. Foi nesse ano que houve um momento de decisão, em um diálogo com sua esposa: investir para ampliar a produção. E esse crédito ele encontrou no BRDE.
“E não foi nenhum empréstimo que eles fizeram para mim. Eu vejo isso como um dinheiro de fomento. Eles mostraram para mim: ‘não, mas você tem que fazer melhor, tem que fazer isso, tem que fazer aquilo’. Isso aí abriu a mente e foi, foi, foi... e nós estamos nesse status hoje”, disse Marius. Com isso, além de investir em muita estrutura, como barracões, tanques de resfriamento, entre outros, ele pode aumentar o número de colaboradores.

O superintendente do BRDE, Paulo Starke, reforça que o agronegócio tem relevante participação na liberação de recursos para os produtores rurais. “60% do que o BRDE faz no Paraná é agronegócio. O BRDE traz para o produtor rural prazos longos e juros adequados para o financiamento das atividades que são desenvolvidas no campo, seja a pecuária, seja na agricultura, na transformação disso tudo, nos aviários, na pecuária leiteira”, pondera.
Em 2025, por exemplo, cerca de R$ 50 milhões foram liberados pelo banco para projetos no campo, na região dos Campos Gerais, em 120 contratos. Desde 2021, as operações de crédito do BRDE para a cadeia do leite superam os R$ 470 milhões. Somente entre março de 2025 e fevereiro de 2026, por exemplo, foram R$ 164 milhões liberados em 1627 contratos.

Para o futuro, Marius Bronkhorst segue com a meta de ampliar a produção, para alcançar a marca de 600 animais em lactação. E destacou que, se precisar de mais recursos no futuro, não tem dúvidas de que irá recorrer ao seu parceiro de mais de 15 anos: o BRDE. “A partir do momento em que você abre a porta e a facilidade e tem dinheiro, olha, você não vira as costas para uma instituição depois que tirou o dinheiro: vamos trabalhar mais tempo juntos”, conclui.
Anuário 'Caminhos do Paraná'
Este conteúdo integra a 17ª edição do anuário do Grupo aRede, intitulado "Caminhos do Paraná", cujo tema central é "A Força do Agro". A publicação mudou o nome de "Caminhos dos Campos Gerais" para "Caminhos do Paraná", expandindo o foco para todo o estado. Com mais de 200 páginas, esta é a maior edição da história do projeto editorial. O livro detalha a força do agronegócio paranaense, abordando tecnologia, sustentabilidade e cooperativismo diante de centenas de lideranças regionais.





















