Robôs de ordenha impulsionam produção de leite nos Campos Gerais
Lely revoluciona a cadeia leiteira da região com equipamentos tecnológicos que priorizam o bem-estar animal, proporcionando aumentos médios de até 25% na produção de leite

Em um universo produtivo cada vez mais eficiente, o uso de tecnologias se torna fundamental em todas as áreas – inclusive no agronegócio. Os robôs, antes vistos apenas como algo futurista, já se tornaram uma realidade em empresas dos mais diversos setores. Essa robotização já chegou ao campo, para fazer um trabalho que antigamente demandava habilidade manual, passou pela mecanização, e agora pode ser totalmente automatizado: a ordenha.
A região dos Campos Gerais, com sua bacia leiteira que é referência nacional, tem produtores que já implantaram essa tecnologia, com a utilização de robôs de ordenha. Entre eles estão Christofer Kok e seu pai, Adriaan Kok, da Chácara Adrimar, localizada em Arapoti. “A tecnologia tem ajudado bastante a chegarmos a resultados que a gente esperava ou que a gente sempre pensamos em alcançar”, antecipa Christofer, que iniciou a ordenha robotizada em fevereiro de 2026.
Como o rebanho estava crescendo e os produtores precisavam ampliar a estrutura, eles escolheram a robotização, especialmente pelo bem-estar animal – afinal, animais sem estresse e com mais conforto produzem mais leite. “A opção pelo sistema robotizado ocorreu principalmente pelo fato de podermos proporcionar um ambiente mais adequado para os animais”, relata Christofer.
Para isso, os produtores optaram pelos robôs de ordenha e equipamentos da marca Lely, multinacional holandesa do setor agrícola que prioriza a tecnologia, com sua sede para a América Latina em Carambeí. A escolha foi feita após diálogos com produtores que já realizam a ordenha robotizada há anos. “Quando fomos comparar alguns números de desempenhos em fazendas, os números da empresa eram sempre referência, sempre acima dos demais”, detalha.

A ordenha com robô funciona da seguinte forma: os animais ficam livres e, quando sentem vontade de serem ordenhados, quando estão com bastante leite, vão até o robô. O acoplamento das teteiras acontece por meio da leitura de um laser. Além disso, cada vaca possui um colar inteligente de monitoramento, para o acompanhamento da saúde dos animais. O sistema já trouxe um aumento médio produtivo de até 25% no rebanho ordenhado pelo robô, segundo o produtor.
Esse aumento na produtividade é justificável por uma série de fatores, como explica Natalí Schllemer, veterinária e gerente do Lely Center Carambeí. A começar pelo ‘fluxo livre’ dos animais. “Nós queremos permitir que a vaca expresse o comportamento de vaca. Que ela tenha acesso a todas as suas liberdades, ao alimento, à água, à luz, e que possa se movimentar no barracão da forma que ela quiser”, diz. Além disso, as vacas permanecem mais tempo deitadas quando produzem leite, diferente do sistema convencional. “Todo o tempo que as vacas estariam na área de espera, aguardando a ordenha, no sistema de ordenha robotizada elas poderiam estar deitadas, produzindo leite”.

Anuário 'Caminhos do Paraná'
Este conteúdo integra a 17ª edição do anuário do Grupo aRede, intitulado "Caminhos do Paraná", cujo tema central é "A Força do Agro". A publicação mudou o nome de "Caminhos dos Campos Gerais" para "Caminhos do Paraná", expandindo o foco para todo o estado. Com mais de 200 páginas, esta é a maior edição da história do projeto editorial. O livro detalha a força do agronegócio paranaense, abordando tecnologia, sustentabilidade e cooperativismo diante de centenas de lideranças regionais.





















