Entregas de fertilizantes crescem 1,6% no 1º quadrimestre
Desempenho positivo foi impulsionado pelo acumulado de janeiro a março para a safrinha de milho; produção nacional recuou devido à alta nos custos de insumos

As entregas de fertilizantes ao mercado brasileiro alcançaram a marca de 12,3 milhões de toneladas no primeiro quadrimestre deste ano. De acordo com os dados divulgados pela Associação Nacional para Difusão de Adubos (Anda) e publicados pelo Globo Rural, o volume representa um crescimento de 1,6% na comparação com o mesmo período do ano passado.
Segundo a entidade, o resultado positivo reflete o forte ritmo acumulado entre os meses de janeiro e março, motivado pela demanda da safrinha de milho. O cenário mudou no mês de abril, quando as entregas somaram 2,54 milhões de toneladas, o que significou uma retração de 6% em relação a abril de 2025.
Geograficamente, o estado de Mato Grosso liderou o consumo do insumo no quadrimestre, concentrando a maior quantidade com 3,06 milhões de toneladas. Na sequência do ranking nacional aparecem São Paulo (1,39 milhão de toneladas), Paraná (1,33 milhão), Goiás (1,31 milhão) e Minas Gerais (1,05 milhão).
QUEDA NA PRODUÇÃO
Em contrapartida ao consumo, a produção nacional de fertilizantes intermediários apresentou um recuo significativo. No primeiro quadrimestre, o país produziu 1,92 milhão de toneladas, uma queda de 14,4% comparado ao mesmo intervalo do ano anterior. Isolando o mês de abril, o volume fabricado foi de 510 mil toneladas, recuo de 9,2%.
A Anda explicou que a redução da atividade industrial foi motivada principalmente pela alta do enxofre, que é uma matéria-prima indispensável para a produção de fertilizantes fosfatados. "Cabe esclarecer que, apesar dos reforços da Anda junto às empresas, em função de mudanças na estrutura societária e/ou retomada de produção em ativos, nem toda produção nacional foi capturada no primeiro quadrimestre", destaca a associação.
COMPORTAMENTO DAS IMPORTAÇÕES
Para suprir o mercado, as importações de fertilizantes atingiram 11,21 milhões de toneladas no acumulado dos primeiros quatro meses do ano, apresentando uma leve retração de 0,4%. No entanto, o mês de abril registrou uma reação forte no setor, com a entrada de 3,05 milhões de toneladas de produtos estrangeiros, o que representou uma alta de 10,4%.
O Porto de Paranaguá manteve sua relevância estratégica, sendo a porta de entrada para 2,84 milhões de toneladas entre janeiro e abril, apesar de ter registrado uma redução de 6,5% no período. O terminal paranaense responde sozinho por um quarto de todo o volume de fertilizantes importado pelo Brasil.
LEIA ABAIXO UM RESUMO DA NOTÍCIA
- Consumo em alta: As entregas de fertilizantes cresceram 1,6% no primeiro quadrimestre, somando 12,3 milhões de toneladas impulsionadas pela safrinha de milho, com o Mato Grosso liderando o consumo nacional.
- Indústria em queda: A produção nacional de intermediários recuou 14,4% no quadrimestre por conta da valorização do enxofre, insumo essencial para os fosfatados, além de subnotificações causadas por mudanças societárias em empresas.
- Fluxo de importação: O Brasil importou 11,21 milhões de toneladas no período (leve queda de 0,4%), tendo o Porto de Paranaguá como responsável por 25% desse volume, apesar de o terminal ter registrado retração de 6,5% nos desembarques.





















