Vendas de trigo estão lentas no mercado paranaense
Moageiras nacionais priorizam contratos para a safra nova e forçam recuo pontual nos preços da tonelada no território estadual

O mercado brasileiro de trigo opera com liquidez reduzida e ritmo lento de comercialização neste início de julho. Segundo análise do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), a combinação de indústrias moageiras abastecidas no curto prazo e a tradicional oferta restrita desta época do ano tem travado o fechamento de grandes volumes de negócios.
No Paraná, estado que desponta como um dos principais polos da triticultura nacional, o reflexo dessa calmaria foi sentido diretamente nas cotações. O trigo pão ou melhorador registrou recuo de 0,40% no acumulado dos primeiros dias de julho, fechando cotado a R$ 1.363,13 por tonelada na última segunda-feira (06/07).
Atualmente, a estratégia das indústrias de moagem tem sido a de administrar seus estoques atuais sem pressa para novas aquisições imediatas. O foco do setor comprador está direcionado para o planejamento futuro, priorizando a negociação de lotes da safra nova com entrega programada para o bimestre entre setembro e outubro de 2026.
Esse cenário de calmaria contrasta com a postura dos produtores que ainda detêm estoques remanescentes. Em praças onde a disponibilidade do cereal está mais escassa, com destaque para o estado de São Paulo, os vendedores têm batido o pé e buscado negociar apenas a preços mais elevados. Essa resistência por parte da ponta vendedora tem servido como um suporte para sustentar as cotações paulistas, mesmo diante da demanda retraída.
No Rio Grande do Sul, que lidera o ranking de produção nacional do cereal, o comportamento do mercado seguiu a tendência de acomodação observada no Paraná. O indicador Cepea/Esalq para o trigo brando gaúcho apontou uma retração de 0,41% no início do mês, estabelecendo o preço da tonelada em R$ 1.324,01. As informações são do Globo Rural.
LEIA ABAIXO UM RESUMO DA NOTÍCIA
- Preços em queda no Sul: A retração na demanda imediata fez os preços recuarem no início de julho tanto no Paraná (-0,40%, cotado a R$ 1.363,13 a tonelada) quanto no Rio Grande do Sul (-0,41%, cotado a R$ 1.324,01 a tonelada).
- Foco no futuro: Com estoques garantidos para o curto prazo, as indústrias moageiras estão concentrando suas atenções na compra antecipada de lotes da safra nova, previstos para entrega em setembro e outubro de 2026.
- Resistência em São Paulo: Ao contrário do Sul, o estado de São Paulo apresenta estoques mais escassos, o que permite aos vendedores locais pressionarem por valores mais altos e sustentarem as cotações regionais.





















