Exportações de carne suína mantêm alta histórica no 1º semestre | aRede
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Exportações de carne suína mantêm alta histórica no 1º semestre

Apesar de leve retração registrada no mês de junho, embarques acumulados crescem 10% em volume

Diversificação de mercados garante consolidação de recorde histórico no primeiro semestre de 2026
Diversificação de mercados garante consolidação de recorde histórico no primeiro semestre de 2026 -

Publicado por Eduarda Gomes

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As exportações brasileiras de carne suína, englobando todos os produtos entre cortes in natura e processados, fecharam o primeiro semestre de 2026 com o melhor desempenho já registrado na história do setor. Segundo dados oficiais apresentados pela Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), os embarques acumulados entre janeiro e junho atingiram a marca de 794,2 mil toneladas. O volume representa uma alta de 10% na comparação com o mesmo período de 2025, quando haviam sido exportadas 722 mil toneladas.

Em termos financeiros, o faturamento do setor também acompanhou o ritmo de crescimento e registrou um avanço de 7,9% no primeiro semestre. A receita acumulada nos primeiros seis meses deste ano somou US$ 1,859 bilhão (R$ 9,564 bilhões), superando os US$ 1,723 bilhão (R$ 8,865 bilhões) obtidos na primeira metade do ano anterior.

CENÁRIO EM JUNHO

Diferente do cenário altamente positivo verificado no balanço semestral, o mês de junho isolado apresentou um ligeiro recuo nas negociações internacionais. De acordo com o balanço da entidade, o Brasil exportou 132,4 mil toneladas de carne suína em junho.

O montante ficou 3,5% abaixo das 137,2 mil toneladas registradas no mesmo mês de 2025. Refletindo essa queda no volume mensal, a receita cambial gerada em junho alcançou US$ 312,8 milhões (R$ 1,609 bilhão), um resultado 8,4% inferior ao faturamento de US$ 341,7 milhões (R$ 1,758 bilhão) obtido em junho do ano passado.

Para Ricardo Santin, presidente da ABPA, o recuo verificado em junho não anula o excelente momento vivido pela atividade. "Embora junho tenha registrado um ajuste pontual em relação ao mesmo período do ano passado, o desempenho do primeiro semestre confirma a solidez das exportações brasileiras de carne suína. O setor segue ampliando sua presença internacional por meio de uma estratégia cada vez mais diversificada, reduzindo a dependência de mercados específicos e fortalecendo sua atuação em destinos de maior valor agregado. Os resultados acumulados reforçam nossa expectativa de um novo ano histórico para a suinocultura brasileira", destaca.

PRINCIPAIS DESTINOS

O mapeamento dos principais mercados compradores em junho revelou que as Filipinas se mantiveram na liderança do ranking, importando 23,5 mil toneladas, apesar de uma retração de 30,4% em comparação ao mesmo período anterior. O Japão consolidou a segunda posição com um crescimento de 33,8%, totalizando 17,2 mil toneladas.

O Chile apareceu logo em seguida com 11,7 mil toneladas embarcadas (+3,1%). Já a China registrou uma queda significativa de 26,5%, figurando na quarta posição com 11,4 mil toneladas. Completando a lista dos principais destinos, aparecem Hong Kong com 8 mil toneladas (+1,4%), México com 6,9 mil toneladas (-4,8%), Singapura com 5,9 mil toneladas (-35,4%), Argentina com 5,9 mil toneladas (+46,5%), Vietnã com 5,8 mil toneladas (+1,5%) e o Uruguai com 4,7 mil toneladas (-3,3%).

PRODUÇÃO POR ESTADO

No panorama federativo dos estados exportadores, Santa Catarina manteve sua liderança nacional, sendo responsável pelo envio de 65,2 mil toneladas de carne suína ao exterior em junho, mesmo registrando uma queda de 6,9%. O Rio Grande do Sul assegurou a segunda colocação, com 31,4 mil toneladas embarcadas (queda de 4,7%). Em contrapartida, o estado do Paraná registrou alta de 3,2%, exportando 20,7 mil toneladas.

Os maiores crescimentos percentuais do mês foram observados em Minas Gerais, com 4,1 mil toneladas (+26,3%), e no Mato Grosso, que alcançou 4 mil toneladas enviadas ao mercado externo (+23,3%). As informações são da Assessoria de Imprensa.

LEIA ABAIXO UM RESUMO DA NOTÍCIA

- Recorde Semestral Histórico: O primeiro semestre de 2026 fechou como o melhor da história da suinocultura brasileira, acumulando alta de 10% no volume (794,2 mil toneladas) e de 7,9% na receita financeira (US$ 1,859 bilhão) em comparação ao mesmo período de 2025.

- Ajuste Técnico em Junho: O mês de junho registrou quedas pontuais pontuando 132,4 mil toneladas embarcadas (-3,5%) e faturamento de US$ 312,8 milhões (-8,4%), oscilação considerada natural frente à forte base de comparação do ano passado.

- Dinâmica de Destinos e Estados: As Filipinas e o estado de Santa Catarina continuam liderando, respectivamente, como o principal comprador internacional e o principal polo exportador do país, enquanto mercados como Japão (+33,8%) e estados como Minas Gerais (+26,3%) registraram fortes saltos de crescimento.

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