Porto de Paranaguá recebe investimentos bilionários para ampliar estrutura
Com R$ 5 bilhões em aportes anunciados desde 2023, local recebe obras para ampliar a capacidade de recepção, em dragagem e em novos píeres, para receber mais navios e embarcações maiores

Quando se fala em Porto de Paranaguá, é impossível não se impressionar com o tamanho de tudo, afinal, o local está apto para receber alguns dos maiores navios transportadores que circulam pelo planeta. Para manter e ampliar essa estrutura, e superar as mais de 73 milhões de toneladas movimentadas em 2025, o segundo maior porto do Brasil recebe inúmeros investimentos, que passam dos R$ 5 bilhões, anunciados desde 2023.
“Hoje nós estamos preparados para os maiores navios que operam a costa brasileira, então são os navios que chamamos de ‘três meia meia’, ou seja, eles têm 366 metros de comprimento. Então, nós estamos não só preparados, mas homologados pela própria Marinha do Brasil para receber esse tipo de embarcação”, detalha Luiz Fernando Garcia da Silva, diretor-presidente da Portos do Paraná.
Apenas em 2025, por exemplo, mais de R$ 2 bilhões foram confirmados, por meio dos leilões realizados na B3. “Nós temos investimentos em terminais e infraestrutura de acostagem de navios, ou seja, mais cais para que a gente receba os navios”, alega. “Esses investimentos em infraestrutura, como os novos piers, o píer em ‘T’, o píer em ‘L’, que darão condição de esses navios chegarem, operarem com eficiência”, completa.
O píer em ‘T’, por exemplo, será voltado especialmente para embarques de grãos e farelo, elevando a capacidade de carregamento dos navios de 3 mil para 8 mil toneladas por hora. Já com a concessão do canal de acesso, o calado médio atual, de 13,1 metros, passará para 15,5 metros, permitindo a entrada de navios maiores e mais pesados. O Moegão, por sua vez, eleva a capacidade de recebimento de trens com granéis sólidos, vegetais e farelos. Com a possibilidade de descarregar três vagões ao mesmo tempo, a capacidade salta de 450 a 500 vagões descarregados por dia para 900.
Para esses investimentos terem segurança e continuidade, há um trabalho jurídico sério, como explica Marcus Vinicius Freitas, diretor jurídico da Portos do Paraná. Até o leilão, explica, há um longo caminho entre estudos, audiência e consulta pública, para elaborar o edital. “Previamente à publicação do edital, nós encaminhamos para análise prévia do Tribunal de Contas da União. Então, naquele dia em que acontece o leilão, todos os que estão ali já têm certeza de que tudo o que fizemos está dentro da lei”, diz.
Para as empresas do agronegócio que atuam no porto, os investimentos recentes são importantíssimos para todo o complexo, como explica Rodrigo Buffara, gerente do terminal da Cotriguaçu Cooperativa Central. “Então nós temos três grandes projetos acontecendo no Porto do Paranaguá (dragagem, píer em T e o Moegão) que são três projetos muito sonhados por toda a comunidade portuária que finalmente essa gestão conseguiu”, diz. Aporte que estimula um investimento por parte da cooperativa. “O nosso terminal da Cotriguaçu tem o prazer de ser o pioneiro e o primeiro que está investindo na interligação do nosso terminal ao eixo do Moegão”, completa.
Anuário 'Caminhos do Paraná'
Este conteúdo integra a 17ª edição do anuário do Grupo aRede, intitulado "Caminhos do Paraná", cujo tema central é "A Força do Agro". A publicação mudou o nome de "Caminhos dos Campos Gerais" para "Caminhos do Paraná", expandindo o foco para todo o estado. Com mais de 200 páginas, esta é a maior edição da história do projeto editorial. O livro detalha a força do agronegócio paranaense, abordando tecnologia, sustentabilidade e cooperativismo diante de centenas de lideranças regionais.





















