Campos Gerais ampliam protagonismo no agro do Paraná | aRede
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Campos Gerais ampliam protagonismo no agro do Paraná

Em entrevista ao Grupo aRede, Marcelo Ferreira Hupalo, chefe regional da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento (Seab) em Ponta Grossa, analisa a força e o futuro do agro nos Campos Gerais

Marcelo Ferreira Hupalo é chefe regional da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento (Seab) em Ponta Grossa
Marcelo Ferreira Hupalo é chefe regional da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento (Seab) em Ponta Grossa -

Lilian Magalhães

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Os Campos Gerais se consolidam como uma das regiões mais estratégicas do agronegócio paranaense. Com forte participação na produção estadual e crescimento expressivo do Valor Bruto da Produção Agropecuária (VBP), a região demonstra a força do agro para a economia com alta produtividade nas atividades rurais, pecuária leiteira, de corte e suinocultura, impulsionando outros setores como transporte, indústria e comércio.

Ao anuário do Grupo aRede, o engenheiro agrônomo Marcelo Ferreira Hupalo, chefe do Núcleo Regional da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento (Seab) em Ponta Grossa, os municípios da regional movimentaram cerca de R$ 20 bilhões em 2023 e já ultrapassam R$ 29 bilhões em 2024, representando aproximadamente 15% de toda a produção agropecuária do Paraná.

O gestor argumenta que a representatividade dos Campos Gerais na última safra consolida a região como uma das mais importantes do agronegócio paranaense. “O crescimento da produção agropecuária impulsiona outros setores, como transporte, indústria e comércio, fortalecendo toda a cadeia do agronegócio”, destaca Hupalo.

Além da produção de grãos, a região mantém destaque na pecuária leiteira, bovinocultura de corte e suinocultura, com municípios como Castro, Carambeí e Tibagi figurando entre os maiores produtores do estado.

Região se destaca pela alta produtividade

Entre os importantes diferenciais elencados por Hupalo para a região dos Campos Gerais estão a qualidade do solo em terras roxas e campos naturais, o elevado nível de mecanização e a forte presença do cooperativismo bem estruturado.

A combinação entre terras férteis, clima favorável e manejo adequado garante altos índices de produtividade em culturas como soja, milho, trigo e cevada. Hupalo observa que os produtores regionais são estratégicos ao diversificar as atividades, o que garante maior estabilidade econômica no estado. “Além dos grãos, há destaque para a pecuária leiteira, avicultura, olericultura, fruticultura e o setor florestal”.

Outro ponto relevante é o investimento constante em agricultura de precisão e tecnologias de gestão rural. “Os produtores da região investem fortemente em maquinário avançado e técnicas sustentáveis, aumentando a eficiência produtiva e reduzindo custos”, afirma o chefe regional da pasta. A logística estratégica também fortalece a competitividade regional, facilitando o escoamento da produção para outros estados e para o mercado exterior.

Nos últimos anos, a região observou crescimento importante das culturas de inverno, especialmente cevada, trigo e aveia. “A cevada, por exemplo, tem expandido sua área de plantio devido à maior demanda da indústria cervejeira e à instalação de maltarias na região, o que garante mercado e melhor remuneração ao produtor”, destaca.

Outra tendência apontada é do turismo rural. “Existe uma tendência muito forte de crescimento das hortaliças, frutas e agroindústrias, impulsionadas pela capacidade produtiva e pela logística eficiente da região”, ressalta Hupalo.

As perspectivas para os próximos anos são positivas e devem ser sustentadas principalmente pelo ganho de produtividade. O avanço da agricultura de precisão, o monitoramento por satélite, o uso de softwares de gestão e o fortalecimento das práticas sustentáveis devem ampliar a eficiência no campo.

A agroindustrialização aparece como outro caminho para gerar riqueza, agregando valor à produção e ampliando a geração de empregos. Paralelamente, o fortalecimento das cooperativas, da assistência técnica e da infraestrutura logística será decisivo para manter os Campos Gerais entre as principais referências do agronegócio brasileiro.

Anuário 'Caminhos do Paraná'

Este conteúdo integra a 17ª edição do anuário do Grupo aRede, intitulado "Caminhos do Paraná", cujo tema central é "A Força do Agro". A publicação mudou o nome de "Caminhos dos Campos Gerais" para "Caminhos do Paraná", expandindo o foco para todo o estado. Com mais de 200 páginas, esta é a maior edição da história do projeto editorial. O livro detalha a força do agronegócio paranaense, abordando tecnologia, sustentabilidade e cooperativismo diante de centenas de lideranças regionais.

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