Cooperativismo e força dos municípios impulsionam o agronegócio
Além de otimizar a produção dos associados, as cooperativas também agregam valor com a industrialização, inclusive fazendo a intercooperação para investir

O alto Valor Bruto de Produção (VBP) registrado nos Campos Gerais e no Centro-Sul do Paraná é resultado de uma estrutura econômica fortemente ligada ao cooperativismo agroindustrial. Cooperativas como Capal, Frísia e Castrolanda seguem como peças centrais desse desenvolvimento, impulsionando a produção regional por meio de assistência técnica, industrialização e garantia de mercado para os produtores.
Entre 2024 e 2025, as três cooperativas ampliaram seus faturamentos e juntas movimentaram mais de R$ 17,6 bilhões. A Capal teve o crescimento mais acelerado, passando de R$ 4,39 bilhões para R$ 5,42 bilhões. A Castrolanda manteve o maior volume financeiro do grupo, chegando a R$ 6,2 bilhões, enquanto a Frísia alcançou R$ 5,99 bilhões no período. O avanço reforça o peso do modelo cooperativista na economia paranaense e sua capacidade de gerar reinvestimentos no campo e na indústria.

Esse desempenho também aparece nos números dos municípios ligados aos Campos Gerais e ao Centro-Sul paranaense. Somadas, as cidades das regiões alcançam cerca de R$ 29,3 bilhões em VBP, consolidando os municípios entre as áreas mais produtivas do Paraná. A maior parte dos municípios avaliados aparece entre os principais produtores do estado, demonstrando a força e a regularidade da atividade agropecuária regional.
Castro segue como principal referência da região, ocupando a 3ª colocação estadual, com VBP superior a R$ 3,6 bilhões. Guarapuava aparece na sequência, em 5º lugar, com R$ 2,33 bilhões, enquanto Carambeí ocupa a 6ª posição, com R$ 2,32 bilhões. Tibagi também chama atenção pelos resultados, especialmente pela alta capacidade de conversão da produção em valor agregado ao produtor rural.
Outros municípios mantêm participação importante nesse cenário. Piraí do Sul, Arapoti, Prudentópolis, Palmeira e Ponta Grossa aparecem entre os principais VBP’s do Paraná, reforçando o protagonismo regional no agronegócio estadual. Mais do que volume de produção, os números mostram uma cadeia integrada entre cooperativas, indústria e produtores rurais, responsável por movimentar a economia local e ampliar a competitividade do Paraná no setor agroalimentar.

AGRONEGÓCIO EM TRANSFORMAÇÃO
O Paraná deve manter uma trajetória de crescimento no agronegócio nas próximas décadas, impulsionados pelo avanço tecnológico, pela profissionalização dos produtores e pela demanda global por alimentos.
Durante a produção do Anuário Paraná 2026, elencamos como tendência o aumento na produção de grãos, leite e carnes, principalmente por meio do ganho de produtividade no campo. Também se destaca o uso de agricultura de precisão, máquinas modernas e monitoramento digital deve ampliar a eficiência das lavouras.
Ao mesmo tempo, práticas sustentáveis, como plantio direto e rotação de culturas, fortalecem a conservação do solo. A expansão da agroindustrialização, do turismo e das cooperativas também deve gerar mais empregos, renda e competitividade para a região.
A expansão da agroindustrialização, do turismo e das cooperativas tem potencial para impulsionar significativamente o desenvolvimento econômico da região. Esses setores contribuem para a geração de novos empregos no agro, o aumento da renda da população e a diversificação de cultivo no Paraná.






















