Trigo fecha em alta na Bolsa de Chicago com demanda externa aquecida
Contratos para 2026 registram valorização de até 0,33%; no Brasil, preço do cereal sobe 8% no último mês e pressiona custos da indústria

O mercado internacional do trigo encerrou a sessão desta segunda-feira (30) com leves ganhos na Bolsa de Chicago (CBOT). O contrato com vencimento para maio de 2026 subiu 0,33%, cotado a US$ 6,07 por bushel, acompanhado por altas nos vencimentos de julho (US$ 6,18) e setembro (US$ 6,31). O movimento foi sustentado por ajustes técnicos e por dados positivos de exportação dos Estados Unidos.
Relatórios de inspeção mostraram que os embarques semanais norte-americanos somaram 364,2 mil toneladas, um volume 20,7% superior à semana anterior. Os principais destinos foram Japão, Nigéria e México, sinalizando que a demanda externa pelo cereal permanece ativa e acima do registrado no ciclo anterior. As informações foram divulgados pelo portal Notícias Agrícolas.
No cenário brasileiro, o mercado interno enfrenta uma pressão de custos. No último mês, o preço do trigo no Brasil subiu aproximadamente 8%, atingindo a marca de R$ 1.272 por tonelada. Esse aumento reflete o encarecimento de insumos, energia e logística ao longo da cadeia produtiva.
Diante desse cenário, a indústria nacional sinaliza cautela. O aumento nos custos de produção e do frete deve ser repassado parcialmente ao consumidor final, já que as margens do setor seguem apertadas pela inflação dos componentes operacionais.
LEIA ABAIXO UM RESUMO DA NOTÍCIA
- Alta em Chicago: Contrato de maio subiu para US$ 6,07/bu, impulsionado por exportações dos EUA 27% superiores ao ano passado.
- Cenário Nacional: O preço do trigo no Brasil saltou para R$ 1.272/t, uma valorização de 8% em 30 dias.
- Pressão ao Consumidor: Indústria brasileira alerta para o repasse de custos devido à alta nos fretes e insumos produtivos.




















