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Ponta Grossa lidera a capacidade de armazenagem agrícola do Paraná

Com 2,6 milhões de toneladas de capacidade, município encabeça estrutura estadual e otimiza logística de grãos

Paraná concentra o terceiro maior volume de armazenamento do país, com forte apoio do cooperativismo
Paraná concentra o terceiro maior volume de armazenamento do país, com forte apoio do cooperativismo -

Publicado por Eduarda Gomes

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O município de Ponta Grossa consolidou-se na liderança estadual da terceira maior rede de armazenagem agrícola do Brasil, apresentando a maior capacidade instalada do Paraná, com um total de 2,6 milhões de toneladas. O dado faz parte da Pesquisa de Estoques divulgada nesta quinta-feira (11) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), que aponta que o estado reúne 1.372 estabelecimentos armazenadores (14,2% do total nacional) e uma capacidade instalada global de 35,7 milhões de toneladas de produtos agrícolas (16,6% do montante brasileiro).

Essa robusta estrutura regional coloca o Paraná atrás apenas do Mato Grosso, líder nacional com capacidade para 64,2 milhões de toneladas, e do Rio Grande do Sul, com 38,9 milhões de toneladas. No critério de número de estabelecimentos, o território paranaense também mantém a terceira posição no ranking do país.

De acordo com as informações da Agência Estadual de Notícias (AEN), a capacidade de armazenagem do Paraná, sozinha, é mais de duas vezes superior à disponível em todos os estados da região Nordeste somados, os quais totalizam cerca de 14,7 milhões de toneladas. O resultado obtido reforça o papel estratégico do Estado e de seus polos locais como um dos principais eixos de produção e de exportação do agronegócio brasileiro.

ESTRUTURA E DESTAQUES MUNICIPAIS

No mapeamento por municípios, além do protagonismo de Ponta Grossa na liderança, sobressaem-se no Estado os complexos de Paranaguá, com capacidade para 1,49 milhão de toneladas; Guarapuava, com 1,38 milhão; e Toledo, com 1,25 milhão de toneladas.

Em relação aos modelos de estruturas utilizadas para abrigar essa produção, os silos lideram com folga a rede paranaense, respondendo por 20,7 milhões de toneladas da capacidade total (cerca de 58%). Por ser considerado o sistema mais adequado para conservar e movimentar grãos em larga escala, o modelo de silos proporciona maior eficiência operacional, melhor controle de qualidade e a redução de perdas ao longo do período de estocagem. Outros 10,5 milhões de toneladas encontram-se distribuídos em armazéns graneleiros e granelizados, ao passo que os armazéns convencionais, estruturais e infláveis completam a rede com 4,5 milhões de toneladas.

LOGÍSTICA, COOPERATIVISMO E SAFRA

A etapa de armazenagem constitui um dos elos mais estratégicos para a competitividade da cadeia do agronegócio. Dispor de espaço físico para abrigar a produção logo após a colheita ajuda a mitigar gargalos logísticos, evita a sobrecarga no transporte rodoviário e ferroviário em períodos curtos, viabiliza um planejamento comercial mais assertivo e atua diretamente na diminuição dos custos de operação. Adicionalmente, essa infraestrutura facilita o fluxo de grãos para indústrias, mercados de consumo interno e terminais portuários, distribuindo o escoamento de maneira equilibrada ao longo de todo o ano.

O levantamento estatístico do IBGE põe em evidência, ainda, a relevância do cooperativismo paranaense. Do montante de 35,7 milhões de toneladas de capacidade, aproximadamente 18,5 milhões de toneladas estão vinculadas a cooperativas, que gerenciam 594 estabelecimentos. Por sua vez, a iniciativa privada comanda outros 769 empreendimentos, respondendo por cerca de 12 milhões de toneladas da capacidade total do Estado.

O incremento na estrutura acompanha a expansão contínua da safra do Paraná. Conforme estimativas divulgadas pelo IBGE neste mesmo mês, o estado caminha para colher 45,7 milhões de toneladas de cereais, leguminosas e oleaginosas em 2026, um crescimento de 20% em comparação com o volume registrado no ano anterior. O Paraná posiciona-se como um dos protagonistas do avanço da safra nacional, impulsionado pela recuperação nas lavouras de milho e pelo rendimento positivo de outras culturas, demandando o suporte dessa estrutura de armazenagem para manter a conservação adequada e o valor comercial dos grãos.

INCENTIVOS E MODERNIZAÇÃO

Visando ampliar a competitividade do setor, o Governo do Estado tem promovido medidas para modernizar a infraestrutura existente. Entre as ações, destaca-se o envio de um projeto de lei à Assembleia Legislativa do Paraná para autorizar a concessão das unidades armazenadoras do Instituto de Desenvolvimento Rural do Paraná (IDR-PR) à iniciativa privada, com o propósito de atrair investimentos e otimizar a eficiência das operações. Essas unidades servem como suporte a produtores e cooperativas no acolhimento de excedentes produtivos, integrando o campo, as indústrias e as rotas de exportação.

Paralelamente, foi estruturado o Fundo de Investimento em Direitos Creditórios nas Cadeias Produtivas do Agro (FIDC Agro Paraná). O mecanismo financeiro prevê disponibilizar até R$ 2 bilhões em linhas de crédito e financiamentos focados na modernização do agronegócio, contemplando aportes em sistemas de armazenagem, infraestrutura de produção e logística no ambiente rural.

LEIA ABAIXO UM RESUMO DA NOTÍCIA

- Liderança de Ponta Grossa: O município de Ponta Grossa desponta como o principal polo de armazenamento do Paraná com 2,6 milhões de toneladas de capacidade instalada, liderando uma rede estadual que soma 35,7 milhões de toneladas e figura como a 3ª maior do país.

- Predomínio de Silos e Cooperativismo: Mais da metade da capacidade do Estado (58%) é composta por silos, modelo ideal para grãos. Além disso, as cooperativas desempenham papel central na sustentação dessa logística, sendo responsáveis por 18,5 milhões de toneladas do potencial de estocagem.

- Estímulo Logístico perante Safra Recorde: A infraestrutura dá suporte a uma safra estimada em 45,7 milhões de toneladas para 2026 (alta de 20%). Para evitar gargalos, o governo estadual propõe a concessão de estruturas do IDR-Paraná e projeta até R$ 2 bilhões em créditos pelo FIDC Agro Paraná.

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