Vendedores retraídos sustentam alta do preço do milho no Brasil
Mesmo com o avanço da colheita da segunda safra, a oferta limitada e a busca por melhores oportunidades de comercialização mantêm as cotações em elevação

Os preços do milho registraram valorização na maioria das regiões acompanhadas pelo Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea). O movimento de alta nas cotações ocorre mesmo em meio ao avanço dos trabalhos de colheita da segunda safra em todo o território nacional.
Segundo o Cepea, o volume do cereal disponível para negociações no mercado interno permanece limitado. Além de a média nacional da área colhida continuar abaixo do ritmo verificado em temporadas anteriores, os produtores rurais seguem adotando uma postura retraída quanto às vendas. As informações foram publicadas no portal Agrofy News.
Essa cautela dos agricultores está diretamente atrelada ao acompanhamento da valorização das cotações internacionais da commodity, cenário que tem o potencial de elevar a paridade de exportação. Com os produtores aguardando oportunidades mais vantajosas de comercialização, a oferta do cereal no mercado doméstico é reduzida, o que contribui decisivamente para sustentar os patamares de preços nas principais praças monitoradas pelo Cepea.
Pelo lado do consumo, os compradores têm adotado uma estratégia de cautela, priorizando a utilização dos estoques já disponíveis em vez de efetivar novas aquisições no mercado spot. Pesquisadores do Cepea avaliam que a expectativa é de que os preços possam recuar no momento em que a colheita ganhar maior ritmo. A aceleração dos trabalhos deve ampliar a oferta e forçar os produtores a intensificarem as vendas, impulsionados pela limitação da capacidade de armazenagem nas propriedades ou pela necessidade imediata de fazer caixa.
LEIA ABAIXO UM RESUMO DA NOTÍCIA
- Retenção de oferta e paridade externa: Produtores rurais seguram as vendas do milho à espera de cotações mais altas no cenário internacional, o que eleva a paridade de exportação e reduz a oferta no mercado interno.
- Colheita mais lenta e uso de estoques: A média nacional da área colhida da segunda safra permanece inferior à de safras passadas, e os compradores têm priorizado o consumo dos estoques armazenados antes de fazer novas compras.
- Expectativa de recuo nos preços: Analistas projetam uma possível queda nas cotações quando a colheita acelerar, gerando maior volume de grãos e pressionando a venda por gargalos de armazenagem ou necessidade de liquidez (fazer caixa).





















