Safrinha de milho 2025/26 deve recuar após safra recorde e atraso no plantio
Excesso de chuvas que prejudicou a colheita da soja empurrou a semeadura do milho para fora da janela ideal; produção nacional é estimada em 136 milhões de toneladas

A produção brasileira de milho na safra 2025/26 deve registrar uma queda em comparação ao ciclo anterior, mesmo diante da crescente demanda global por biocombustíveis. Segundo estimativas da consultoria StoneX, o Brasil deve colher 136 milhões de toneladas, volume inferior às 139 milhões de toneladas da temporada passada.
O principal ponto de atenção recai sobre a segunda safra (safrinha), que enfrenta incertezas climáticas. O excesso de chuvas, que atrasou a retirada da soja do campo, impediu que muitos produtores plantassem o milho no período considerado ideal. Até a última semana, 91% da área estava semeada, índice abaixo dos 97% registrados historicamente. As informações foram divulgadas pela CNN Brasil.
A produção da safrinha deve cair cerca de 4,4%, totalizando 106 milhões de toneladas. O atraso na janela de plantio aumenta o risco de a lavoura enfrentar falta de chuvas na fase crítica de pendoamento, entre o fim de abril e o início de maio.
CENÁRIO EM MATO GROSSO
No estado de Mato Grosso, maior produtor nacional, houve um aumento de 1,85% na área plantada (chegando a 7,4 milhões de hectares), impulsionado pela demanda das usinas de etanol de milho. Entretanto, a produção estadual deve recuar 6,7%, totalizando 51,7 milhões de toneladas.
O recuo é explicado pela expectativa de uma produtividade menor (116,6 sacas por hectare) em relação ao ano excepcional de 2025. Além disso, o setor enfrenta uma disparada nos custos. O diesel subiu cerca de 30% na última semana, coincidindo com o pico de demanda para colheita e manejo.
LEIA ABAIXO UM RESUMO DA NOTÍCIA
- Queda na Produção: Após recordes anteriores, a safra total de milho do Brasil deve recuar para 136 milhões de toneladas em 2025/26.
- Janela de Plantio: O atraso causado pelas chuvas na soja reduziu a competitividade da safrinha, que agora depende criticamente do clima nos próximos dois meses.
- Custos em Alta: O custo operacional em Mato Grosso ultrapassa R$ 4.800 por hectare, pressionado especialmente pela alta de 30% no preço do diesel.




















