Campos Gerais faz o 1º embarque brasileiro de caqui para a Costa Rica | aRede
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Campos Gerais faz o 1º embarque brasileiro de caqui para a Costa Rica

Negócio histórico abre novas oportunidades para a fruticultura do Paraná, impulsionado pelas capacitações e assistência técnica do Sistema FAEP

Empresa em Porto Amazonas foi responsável pelo lote histórico de uma tonelada da fruta enviado para o mercado da Costa Rica
Empresa em Porto Amazonas foi responsável pelo lote histórico de uma tonelada da fruta enviado para o mercado da Costa Rica -

Publicado por Eduarda Gomes

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A fruticultura paranaense alcançou, no mês de junho, um marco histórico no comércio internacional com a realização do primeiro embarque comercial de caqui brasileiro com destino à Costa Rica. A fruta de exportação teve como origem uma propriedade localizada no município de Porto Amazonas, na região dos Campos Gerais. A operação representa a entrada oficial da fruta brasileira no mercado costarriquenho e abre novas perspectivas de negócios para os produtores rurais do Estado.

O carregamento inaugural, composto por uma tonelada de caqui da variedade Fuyu, foi produzido pela Agropecuária Boutin, empresa fundada em 1976 que é referência na fruticultura da região Sul do Brasil. A coordenação logística e comercial da exportação ficou a cargo da MBR Company, exportadora brasileira especializada no mercado de frutas frescas.

“O caqui é uma cultura muito presente entre os fruticultores do Paraná. A abertura de mais um mercado comprova a qualidade da fruta do nosso Estado e reforça a importância das ações de defesa sanitária e das iniciativas de promoção comercial que ajudam a expandir as fronteiras do agro paranaense”, destaca o presidente do Sistema FAEP, Ágide Eduardo Meneguette.

De acordo com o dirigente, o pioneirismo do Paraná em capitanear o primeiro embarque brasileiro do produto para o país centro-americano evidencia o elevado padrão da fruticultura estadual. “Essa conquista comprova o alto padrão tecnológico, fitossanitário e de gestão das propriedades paranaenses. A rapidez entre a definição dos requisitos sanitários e o início das exportações demonstra que nossos produtores possuem capacidade técnica e logística para atender mercados cada vez mais exigentes”, afirma Meneguette.

MERCADO EM CRESCIMENTO

O avanço da produção paranaense de caqui no cenário internacional demonstra o potencial robusto da cadeia produtiva. Atualmente, o Paraná ocupa a quinta posição no ranking dos principais produtores nacionais da fruta. Em 2024, o Estado cultivou uma área total de 477 hectares de caqui, resultando em uma produção de 6,5 mil toneladas e na geração de R$ 25,6 milhões em Valor Bruto da Produção (VBP).

As exportações de caqui pelo Paraná também registraram um avanço expressivo recentemente. Em 2025, o faturamento do Estado com as vendas externas da fruta somou US$ 369 mil (R$ 1,916 milhão), o que representa um aumento de 248% na comparação com os US$ 106 mil (R$ 550,6 mil) registrados no ano anterior.

“O acesso ao mercado internacional permite ao produtor reduzir sua dependência do mercado interno, principalmente no período de pico da safra, quando há maior oferta da fruta e pressão sobre os preços. Além disso, a comercialização em mercados externos pode agregar valor à produção e aumentar a competitividade da fruticultura paranaense”, explica Anderson Sartorelli, técnico do Departamento Técnico e Econômico (DTE) do Sistema FAEP.

DESAFIOS E CAPACITAÇÃO

Segundo o diretor comercial e sócio-fundador da MBR Company, Renato Giosa Miralla, esta primeira operação consistiu em um embarque teste. A transação obteve um retorno altamente positivo por parte do comprador costarriquenho, o que já sinaliza a real possibilidade de fechamento de novos negócios para o ano de 2027. “A qualidade foi determinante. Tivemos uma safra excepcional e, em 2026, exportamos para 22 clientes, em 10 países e cinco continentes”, enfatiza Miralla.

Apesar do cenário favorável e do nítido potencial de crescimento, a ampliação da presença do caqui paranaense no exterior ainda esbarra em obstáculos complexos. Entre os principais desafios apontados para a cadeia produtiva estão o cumprimento rigoroso de exigências fitossanitárias, a necessidade de rastreabilidade completa da produção, os altos investimentos exigidos para a manutenção da cadeia de refrigeração e os entraves burocráticos natos do comércio internacional.

Para mitigar e superar essas barreiras, o Sistema FAEP atua ativamente na capacitação dos produtores rurais por meio de cursos específicos focados em gestão da propriedade, boas práticas agrícolas e garantia de qualidade dos alimentos. No momento, o programa de Assistência Técnica e Gerencial (ATeG) presta atendimento a 13 turmas de fruticultura distribuídas em diferentes municípios do Estado. Adicionalmente, a entidade promove ações diretas voltadas à rastreabilidade e realiza o monitoramento contínuo das demandas do setor através de sua Comissão Técnica de Hortifruticultura.

“As capacitações do Sistema FAEP ajudam os fruticultores a adequarem suas produções dentro das regras, legislações e segurança sanitária exigidas. Isso colabora diretamente para concretizar negócios no comércio internacional e colocar os produtos do Paraná no exterior”, finaliza o presidente Ágide Eduardo Meneguette.

As informações são da Assessoria de Imprensa.

LEIA ABAIXO UM RESUMO DA NOTÍCIA

- Marco Histórico e Destino Inédito: O Paraná liderou o primeiro embarque comercial de caqui brasileiro para a Costa Rica, enviando uma tonelada da variedade Fuyu colhida na Agropecuária Boutin (Campos Gerais) e coordenada pela MBR Company.

- Crescimento Econômico e Exportações: Sendo o 5º maior produtor nacional, o Paraná gerou R$ 25,6 milhões em Valor Bruto da Produção (VBP) em 2024 e viu suas exportações de caqui darem um salto de 248% entre 2024 e 2025 (de US$ 106 mil para US$ 369 mil).

- Desafios e Capacitação do Produtor: Para superar barreiras burocráticas, fitossanitárias e de refrigeração exigidas pelo mercado externo, o Sistema FAEP oferece cursos de boas práticas e atende 13 turmas de fruticultura através da Assistência Técnica e Gerencial (ATeG).

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