Alunos de Piraí do Sul recriam arte rupestre com tintas feitas à mão
Do livro sobre sítios arqueológicos regionais à produção de pigmentos com terra e carvão, a turma multianos da Escola Rural Dona Leopoldina mergulhou nas primeiras manifestações artísticas da humanidade

A turma multianos de terceiro, quarto e quinto anos da Escola Municipal Rural Dona Leopoldina, em Piraí do Sul, da professora Kelli Carneiro, mergulhou nas primeiras manifestações artísticas da humanidade em um projeto sobre pintura rupestre. A docente destaca que a proposta teve como objetivo apresentar as origens da arte humana, valorizando esse patrimônio histórico e cultural, com foco especial nas representações presentes na região.
"Iniciamos abordando historicamente o tema. Posteriormente, foi apresentado aos estudantes o livro 'As Aventuras Arqueológicas de Ema', o qual traz uma coletânea de imagens de pinturas rupestres com ênfase nos sítios arqueológicos da nossa região. Após a leitura mediada, realizamos a apreciação coletiva das imagens, identificando animais, figuras humanas e símbolos", relata a educadora.
Os alunos relacionaram as pinturas com elementos da fauna e da cultura local, promovendo o sentimento de pertencimento e identidade regional, elenca Kelli. Na sequência, acompanharam e participaram da produção de tintas naturais feitas com amostras de terra, areia de tonalidades variadas e carvão vegetal triturado, cada material misturado com água e cola branca, demonstrando na prática como os povos antigos obtinham seus pigmentos.
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"Com as tintas prontas, os alunos realizaram atividade prática de produção de pintura rupestre. Utilizando gravetos como pincéis, reproduziram em papel sulfite figuras inspiradas nas obras apreciadas e em sua própria imaginação. A técnica resgatou a gestualidade e os recursos dos primeiros artistas", pontua a professora.
A atividade se estendeu para casa, conta a docente. Cada estudante levou uma folha de sulfite amassada para simular a textura de uma parede rochosa, coloriu-a com cinzas e produziu novas pinturas rupestres com tinta natural feita com auxílio da família. Na socialização dos trabalhos, cada aluno explicou o que seu desenho representava e quais materiais havia utilizado.
"Os estudantes participaram com entusiasmo durante todas as etapas. O engajamento foi excelente, evidenciado pela curiosidade nas discussões, pelo capricho nas produções, fortalecendo o sentimento de autoria e pertencimento", conclui Kelli.
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