Labirinto de superficialidades

Depois que ‘Jogos Vorazes’ tornou-se fenômeno mundial como obra envolvendo a fórmula “distopia + adolescentes”, a replicação dessa receita parece não ter fim. E quanto mais se replica, menos interessante a coisa fica. ‘Maze Runner – Correr ou Morrer’, do diretor Wes Ball, surge nesse contexto, abordando um grupo de adolescentes que precisam conviver em uma clareira cercada por um imenso labirinto.
Todos os personagens vivem juntos há anos nesse misterioso local, sem saber como foram parar lá, por que e enviados por quem. Mensalmente, uma caixa sobe das profundezas da terra trazendo mais um integrante ao grupo. A única forma aparentemente viável de sair dessa situação é atravessando o labirinto. A estrutura, no entanto, esconde uma série de “minotauros”: deslocamentos constantes, armadilhas e seres sedentos de sangue.
Taí a sinopse. Com base nela é possível antever que, em essência, não há nada de novo. É uma obra que lembra, aqui e ali, produções como ‘Cubo’, ‘A Vila’, ‘Jogos Vorazes’, ‘Divergente’ e até ‘Lost’. Mas o excesso de referências nem de longe significa riqueza de elaboração: sobeja a falta de criatividade, é abundante a previsibilidade. É preciso empenho para não cair no sono. Os conflitos são altamente simplórios, a explicação no desfecho é patética e a trama se abre para uma continuação. Se do lado de lá da tela os personagens precisam de coragem para enfrentar o labirinto, do lado de cá resta aos espectadores terem coragem de investir tempo para acompanhar a sequência que será lançada.





















