‘Boyhood’ é obra-prima sobre a vida que passa | aRede
PUBLICIDADE

‘Boyhood’ é obra-prima sobre a vida que passa

Imagem ilustrativa da imagem ‘Boyhood’ é obra-prima sobre a vida que passa
-

Tiago Bubniak

@Siga-me
Google Notícias facebook twitter twitter telegram whatsapp email

Banal, mas intenso. Banal porque mostra, pura e simplesmente, o cotidiano de alguns personagens deslizando pela tela no decorrer de um intervalo de doze anos. Intenso porque o efeito que isso pode provocar no espectador é arrebatador. Assim é ‘Boyhood – Da Infância à Juventude’, de Richard Linklater.

O projeto nasceu arrojado: levou doze anos para ficar pronto, contando com o trabalho dos mesmos atores. A cada ano, o elenco principal era reunido, as câmeras ligadas e o diretor dava o comando de “ação”. O objetivo era filmar o passar dos dias de uma família, a simplicidade da vida, o imenso conjunto de pequenos momentos que, reunidos, dão forma à trajetória de cada um. Não espere grandes pontos culminantes. É quase um documentário do tipo “deixe a câmera ligada e capte o que acontece”. Há um roteiro, sim, mas essa é a impressão que fica.

A família de protagonistas é centrada em Mason (Ellar Coltrane), que tinha seis anos quando as filmagens começaram. O filme exibe seu dia a dia  ao lado da irmã mais velha, Samantha (Lorelei Linklater) e da mãe (Patricia Arquette), que luta para criá-los sozinha. Quem também aparece na história é o ex-marido, interpretado por um ator bastante requisitado por Richard Linklater: Ethan Hawke. Juntos, eles fizeram a trilogia ‘Antes do Amanhecer’, ‘Antes do Pôr-do-Sol’ e ‘Antes da Meia-Noite’.

Não raras vezes, o espectador pode pegar-se pensando se não há excesso de banalidades e da própria duração do filme. Os minutos finais, no entanto, são fortemente expressivos em dar um arremate geral e lançar uma mensagem até trivial na atualidade. Mas a forma como o projeto lança essa mensagem faz com que ela chegue quase como um soco no estômago, um tapa na cara. A obra cumpre sua missão, enfim.

Ver personagens (e atores) envelhecendo diante da câmera pode provocar um efeito intenso no espectador sobre a vida que passa. Afinal, quem está na poltrona acompanha doze anos (!) de algumas pessoas concentrados em 2h40. Com seu arrojo, inovação, realismo e resultado final, ‘Boyhood’ é um marco na história do cinema.

PUBLICIDADE

Conteúdo de marca

Quero divulgar right