Suspeito de 'canetada' contra aluno de PG sofria 'ameaças e provocações', diz advogado
Advogado que defende adolescente apreendido traz outra versão do caso que 'chocou' Ponta Grossa

O jovem de 15 anos, suspeito de agredir com uma 'canetada' outro estudante, de 13 anos, estaria sendo vítima de "ameaças e provocações", antes do episódio violento - a informações é do advogado José Augusto Blum, que defende o suspeito e sua família. O caso aconteceu em 26 de março, no Colégio Estadual Cívico-Militar Professor Colares, em Ponta Grossa. O autor da 'canetada' foi apreendido por tentativa de homicídio.
De acordo com o advogado José, as informações divulgadas recentemente pela defesa da vítima "não refletem, de forma completa e fidedigna, o contexto dos fatos". Nesta segunda-feira (30), os advogados Adriele Andrade e Fernando Madureira, que defendem a vítima da 'canetada', afirmaram ao Portal aRede que seu cliente também foi ameaçado pelos pais do susposto agressor.
Segundo José Augusto Blum, "há elementos concretos que indicam a existência de um cenário prévio de conflitos, envolvendo ameaças, provocações reiteradas e situações de hostilidade direcionadas" ao seu cliente, o jovem de 15 anos. Ele também cita registros "documentais e conteúdos de comunicação que evidenciam que o rapaz vinha sendo alvo de intimidações".
'Canetada' no pescoço
A situação ocorreu no interior do colégio. Após o golpe, a vítima precisou ser socorrida e encaminhada à Unidade de Pronto Atendimento (UPA) Santana. Conforme o advogado José Blum, no dia dos fatos, o suspeito teria se visto "em uma situação de temor concreto e imediato, acreditando estar prestes a sofrer nova agressão". Ainda, seu cliente disse acreditar que o outro jovem estaria portando algum objeto que pudesse lhe causar dano físico.
Ainda em nota encaminhada ao Portal aRede, o advogado explica que "esse contexto não pode ser ignorado. Ele revela que a reação ocorrida não nasce de um ato isolado ou gratuito, mas de um ambiente progressivo de pressão, medo e tensão, completamente desconsiderado na narrativa apresentada". Por fim, José esclarece que a mãe e o padrasto do jovem agressor não realizaram ameaças contra a vítima. "Não corresponde à realizada, inexistindo qualquer episódio nos moldes em que foi noticiado".
Colégio e polícia investigam o caso
Em nota encaminhada ao Portal aRede, o colégio cívico-militar garantiu que abriu uma investigação sobre a agressão. A Polícia Civil do Paraná (PC/PR) também acompanha o caso. O suspeito foi apreendido e direcionado ao Centro de Socioeducação Regional de Ponta Grossa (Cense).
Segundo as autoridades de segurança, o adolescente suspeito já estaria envolvido em outros casos de agressão recentes.




















