Prefeitura de PG ignora o Iplan e 'terceiriza' projetos

Mesmo com a reativação do Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano (Iplan), a Prefeitura de Ponta Grossa licitou cerca de R$ 3 milhões em projetos básicos e executivos para obras de urbanismo no município. O valor é próximo ao orçamento do Iplan – órgão responsável por organizar estratégias e elaborar projetos de desenvolvimento urbano.
Embora conte com uma equipe de engenheiros e arquitetos, o Governo Municipal tem optado por licitar os projetos e, desde o início da atual gestão, pelo menos nove empresas de engenharia se beneficiaram com a terceirização.
O caso mais recente e que gerou questionamentos sobre os serviços do Iplan foi a abertura da licitação para os projetos do ‘Parque Central’. A Prefeitura se dispôs a pagar R$ 1,6 milhão na terceirização do estudo iniciado e apresentado pelo Iplan no ano passado.
Conforme o edital do certame, a empresa deverá elaborar o anteprojeto, os projetos executivos de arquitetura e paisagismo, além de projetos complementares para a revitalização do parque. Após esta etapa, um novo processo licitatório de valor superior será aberto para a execução das obras.
De acordo com o presidente do Iplan Paulo Barros, a instituto não tem elaborado projetos técnicos detalhados, mas planos conceituais para o desenvolvimento urbano. “O Iplan acaba realizando a pesquisa e acaba fazendo o projeto conceitual. Os projetos mais detalhados, que precisam de profissionais específicos, como projetos de drenagem, são terceirizados”, afirma.
Em relação ao Parque Central, Barros conta que existe um estudo do Iplan sobre a revitalização do local. Segundo o presidente do instituto, a empresa que for contratada para elaboração dos projetos deverá seguir o plano conceitual da Prefeitura e preservar traços históricos do parque, que vai desde o Terminal Central até as proximidades do Super Muffato Hipermercado, em Olarias.
“É um conceito muito grande do que se pretende fazer”, diz. “O projeto tem detalhes bastante criteriosos que envolvem questões da drenagem da engenharia elétrica”, justifica Barros a respeito da terceirização.
O presidente destaca, ainda, que a prioridade do instituto são as pesquisas. “Hoje a prioridade do Iplan é saber onde é que tem um determinado problema e analisar as tendências para que a gente possa fazer estudos conceitual e solucionar o problema”, explica.
PAVIMENTAÇÃO - Projetos de asfalto somam R$ 1,2 mi
Somente em projetos básicos e executivos de pavimentação, a Prefeitura de Ponta Grossa gastou R$ 1,2 milhão desde 2013. Em nenhum deles houve participação do Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano (Iplan), que tem entre suas missões a elaboração de projetos de infraestrutura.
Em 2013, R$ 319 mil foram repassados a empresas de engenharia e, em 2014, o valor chegou a R$ 363 mil – montante referente a projetos de urbanismo no Distrito Industrial. Neste ano, em três meses as terceirizações de projetos de pavimentação já somam R$ 609 mil.
Informações de Stiven de Souza do Jornal da Manhã





















